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7 de dez. de 2014

Desabafando


Tenho uma tempestade dentro de mim. 
A noite me entristece 
O dia não me tranquiliza. 
Estou a viver momentos difíceis e me sinto cansada.
O orvalho da manhã não brilha aos meus olhos. 
Ele é tão somente mais uma droga de coisa que aparece na vida da gente. 
O bonito, o prazeroso, o afetivo se foi. 
Fiquei com a revolta, com o cansaço, com a estafa. 
Fiquei também com um pouco do tédio que me acompanha diariamente. 
o Sol? ah nem sei mais dele.
Sei lá pra onde se perdeu. 
Chove e chove e a chuva me deprime.
Não era pra mim estar assim e nem pra me mostrar assim. 
Mas já não suporto certas coisas. 
São atos, falas, gestos, atitudes que eram pra serem diferentes.
Mas não mudam, não mudam e não mudam. 
Não existe gentilezas, por favor, dá licença, obrigada. 
O meu ser se fragiliza e com ele me vem lágrimas e eu odeio essa parte. 
Cheguei em um ponto em que ou dou um jeito na minha vida ou ela vai dar um jeito em mim. 
Me preocupo demais, amo demais, luto demais e não me reconhecem, 
não me valorizam, não me respeitam como gente, como ser humano 
Não notam minha tristeza, minha revolta, meu cansaço. 
Estou cansanda até da vida que me leva. 
Já nem sei qual é o meu nome certo. 
Se tola sonhadora ou burra psicótica. 
Me machuco demais com palavras ásperas. 
Me machuco demais com indelicadezas repetitivas.
Me machuco demais com as indiferenças constantes.
Me mordo, me arranho, me estrago, me arrebento e ninguém nota, 
pois meu rosto de tristeza já faz parte da mobilia.
Meu semblante de derrota e dor viraram rotina.
Mas não quero ser mais eu.
Quero ser o que eu era lá atrás em um passado distante. 
Não fisicamente, disso não tenho rancor.
As rugas são minhas, ninguém as colocou em mim. 
Se sofri e chorei, elas se fizeram presentes quando era o tempo de vir.
Mas o que eu não quero mais é não saber mais meu nome.
É me perder de mim mesma, como há tempos me perdi. 
Ah como eu queria poder sorrir novamente. 
Fazer de conta que nada ruim está acontecendo. 
Mas a vida está dificil e antes fossem problemas financeiros 
Bem mais fáceis de tentar resolver. 
Ai, que situação a minha, 
Um desabafo enjoado. 
Mas prometo sair dessa situação.
Só não sei ainda como.
Deus sabe.
Eu não.
É uma situação que a gente olha para os lados, pra trás, pra frente, 
pra qualquer lugar e não se acha a solução para caso nenhum.
Então eu busco na incerteza desse meu amanhã uma maneira de não sofrer tanto assim. 
Mesmo disfarçando um sorriso ali, em alô aqui e assim vou vivendo, até onde Deus permitir. . 



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 Leliane Alencar.

6 de dez. de 2014

Mais um desabafo






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Desabafo




Minha vida nunca foi tão confusa assim,
acho que eu estou aprendendo a viver e ter a certeza
que nem sempre a vida é feita de sorrisos
e felicidades...Que nem tudo dá para enfrentar
com ânimo, que as vezes é preciso parar
e colocar as coisas em ordem...Mesmo que
pareça uma derrota aparentimente, as vezes
é bom colocar a mão na consciência e se
perguntar para aonde eu vou ?
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15 de nov. de 2014

22 de out. de 2014

Eu de novo

Bom dia meus amigos do blog. Desculpe as aparições relâmpago, mas estou fazendo tratamento de saúde e cada hora é uma novidade.Cada dia tem um exame novo pra fazer, um novo especialista pra me consultar e assim a vida vai passando e eu fico só nos finais das noites jogando games pra me distrair e depois dormir. Mas tenho que dar uma satisfação pra vocês embora seja sempre o mesmo motivo. Mas é assim mesmo. Coisas da idade. Brasilia ontem quase se acabou em água. Foi uma bagaceira só. Vocês precisavam de ver. Era tanta água digna de inveja para os paulistas. Pensei logo neles. Se chovesse como choveu aqui ontem lá perto da Cantareira o problema da água tinha sido resolvido. Duvido que não. Eu estava na rua, caminhando para o ponto de ônibus por volta das 18 horas voltando de mais uma turnê pelos consultórios médicos do Plano Piloto quando meus cabelos começaram a voar e o barro a subir devido a enorme ventania que começou do nada e não entrou terra nos meus olhos porque eu portava de um par de vidros na cara que me protegeram. O povo corria desesperado tentando se livrar da terra e papeis que voavam pela rua. Quando deu a primeira trovoada todo mundo tremeu. E reparem no detalhe que estamos no horário nojento de verão, então eram cinco horas. Ficou noite bem rápido e cadê o ônibus? Quando lembrei do guarda chuva lembrei também que ele não tava comigo. Ficou em casa, esquecido por cima da mesa, porque eu esqueço de tudo. Uns 20 minutos depois consegui sair dali e ir para a rodoviária pegar o outro baú. Aquele que me leva direto pra casa. Mas o formigueiro de gente já tava gigantesco. Já eram mais de 6 horas e todo mundo já estava ali. Filas enormes. Depois de muita luta chegou minha vez. Cheguei em casa com os cabelos em pé, suja de barro e stressada.E quando eu pensei em jantar próximo às 9 da noite aí a chuva caiu com gosto de gás. O barulho era tanto que eu gritava pra poder conversar. Aumentei o som da televisão quase no ultimo volume pra ver minha novela, que eu nem assisto todos os dias. E a chuva foi forte e contínua, varou a madrugada e só parou hoje pela manhã e quase 4 horas da manhã. Aí eu fui dormir né, dá licença. E hoje está tão fresquinho que eu vou desejar um dia tranquilinho como esse pra vocês. Fiquem em paz e aproveitem esses dias mais compridos para fazerem algo diferente. Eu volto. Podem ter certeza. Tchau. barrinhas photo:  78b.gif

4 de fev. de 2014

Chatices do Facebook


 
   Começa o tal do Big Brother na Globo e começa a chatiação de:
 "quem acha que isso deve acabar, compartilhe".
 "Quem adora levanta a mão!"
  Gente, isso não pode ficar acontecendo o tempo inteiro que chega a cansar.
 É tedioso a gente querer novidades, ver o que as pessoas estão postando, alguma coisa de útil e nada. Fica uma guerra de gente que gosta, gente que odeia e um monte de mensagens bobas enocivas uns contra os outros e  nada de lucrativo.
Se as pessoas soubessem como as redes sociais podem ajudar aos que necessitam, encontrar pessoas desaparecidas, fazer uma marca ficar famosa ou somente ter-se o prazer de chegar por lá e ver um monte de rostos que você não via há tempo e matar saudades e contar novidades.
     Mas tem um grupo que está lá pra criticar tudo que é da Globo, tudo que não é da Globo, tudo quanto que é novela, tudo que não deveria.
    Na minha humilde concepção de ver e entender as  coisas, o facebook não foi feito para isso exatamente.
O povo tá se confundindo, se estranhando, se atropelando, humilhando, chatiando, mas não se mancam.
     E antes que vocês pensem que estou defendendo o BBB que é como ele é chamado, não façam isso porque eu não vejo.
 Mas eu não vejo porque segundo meu cunhado eu sou anormal porque na TV só assisto aos noticiários e olhe lá.
Quando consigo, quando não chegam primeiro que eu, mas só.
Novela?
Não sei o que se passa em nenhuma emissora, a menos que eu esteja na casa de alguém que esteja assistindo, mas acabou, acabou. Nem comento. Não sei quem é quem na novela e o que tá rolando na trama. Por isso, calo-me.
     Já fui convidada a fazer um eletro para ver se sou normal, porque segundo meu cunhado gente que não vê novela, nem BBB, não pode ser muito normal. Talvez eu não seja mesmo.
     Para mim tanto faz ter BBB,CCC, DDD.
Eu só assisto os noticiários da manhã e da noite,  mas eu  conheço um  monte de gente que gosta muito do BBB e gosto muito dessas pessoas e conheço muita gente que não acha legal o BBB  mas que eu acho legal essas pessoas, então, acho que é questão de gosto e o gosto das pessoas deveriam ser respeitados.
     Só que observando as coisas meio que de longe, reparei que há uma briga verdadeira entre os que gostam e os que não gostam.
 Há quem quer quer o programa suma do ar e isso fere o conceito de quem assiste e não vê nada demais nele.
       Tá faltando respeito ao gosto de cada um.
Ninguém poupa sequer ofensas dos dois lados.
 Isso é feio, isso é antiético e eu acho que as pessoas estão ficando é mal educadas, pelo menos no facebook.
     O respeito deveria ser a principal atitude de todos para com todos, mas esse acho que já foi esquecido.
        Você gosta? Bora lá assistir.
Não gosta? Bora lá ver o que você gosta e acaba com essa droga de uma vez.
     Preserve pelo menos o gosto que suas amizades tem. Amizades são difíceis de se conseguir e de repente, todo mundo joga tudo pro alto, por causa de bobagens.
     Sabe o que eu ando fazendo ultimamente no facebook?
Jogando um monte de joguinhos legais com um monte de gente que gosta e tá lá pra se distrair. Acho que ultimamente é o que me restou, até abaixar essa poeira.
    



                                                  



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11 de ago. de 2013

Não está sendo fácil

  Às vezes nós precisamos nos ausentar para resolver nossos problemas e acontece que quando eu fiz isso nem de longe imaginei que tivesse que demorar tanto. Mas vou contar pra vocês mais ou menos resumido o porquê da minha longa ausência. 
      Estava eu juntando caixas de papelão para começar a embalar algumas coisas pra poder levar pra meu novo endereço e as coisas começaram a ficar toda embolada.
      O que era pra acontecer no fim do ano que era a minha mudança pra uma outra casa foi embolando tudo dentro de casa. 
      Desliguei o computador para embalar e levar e assim que montasse ele na outra casa eu iria continuar postando e claro com menos intensidade, mas deu tudo errado. 
      Não consegui levar ele naquela semana e nem na outra e tudo foi ficando muito chato porque eu tinha intenção de fazer umas coisas, mas outras iam aparecendo e atrapalhando.
       Para completar eu estava com um problema de saúde que foi agravando e eu deixando sempre para depois. Só que com o tempo seu organismo te trai e não deixa você em paz e foi isso que me aconteceu. Amanheci em certo dia sem conseguir engolir direito. Parecia que eu tinha um pedaço de pão na garganta que não descia. Fiquei apavorada porque fiquei com falta de ar. e nesse dia fui á um clínico que me examinou e pediu vários exames de sangue e ecografia do pescoço e não me passou remédio algum. Ele me disse que precisava ver a ecografia antes de pensar em remédios. 
      Tive que marcar dia e hora pra fazer a bendita e voltei pra casa com o pão entalado. Levei mais de dez dias até que eu pudesse mostrar o resultado para ele.
       Além de mostrar a tireóide aumentada de volume e vários cistos nela, ainda apareceu uma seta apontando para uma placa de gordura na carótida. Pra piorar o médico foi logo me assustando e dizendo que aquilo era sério e me encaminhou para um cirurgião de doenças vasculares, mas não antes de também pedir uma punção da tireóide para verificar aquele monte de nódulos espalhados por ela. Eram sete no total geral, mas somente quatro deles foram escolhidos para que fosse feita a punção.
Mais outro dilema, porque liguei pra 200 clínicas e nenhuma delas fazia a tal da punção. 
      Enquanto isso fui atrás do tal do cirurgião das carótidas e quase um mês depois cheguei até ele e ainda com o pão entalado ele me pediu uma ecografia com doppler colorido das carótidas internas e externas e consegui marcar  para uns 10 dias depois ainda me pediu mais exames específicos de sangue para ver o risco aumentado ou não de um possível derrame. 
     Ele foi bem simpático, falou que eu estava muito nova pra morrer e ter todos esses problemas de saúde. E me encaminou para um endócrino para que esse tratasse da tireóide e do colesterol que estava exageradamente exagerado.
      Tudo pronto e endocrinologista marcado fiz a punção da tireóide e levei umas 12 agulhadas pelo pescoço adentro porque para cada nódulo três amostras foram retiradas e sem anestesia que foi o mais gostoso de tudo. O Dr. Samuel que foi esse que fez a punção disse que não se deve anestesiar um local perigoso como o pescoço porque blá, blá e blá e eu disse que o odiava e ele riu. Quando eu fui saindo e terminou minha seção de tortura ele me perguntou se eu ainda estava o odiando e eu falei que não, afinal eu ainda estava viva, mas perguntei se depois de tantos furos no pescoço eu ia poder beber água e se ela não ia sair pelos furinhos que ele fez então ele ficou lá rindo e disse que me perdoava por ter dito que o odiava e eu falei que o perdoava por ele ter tentado me matar.
     Brincadeiras a parte a ecografia das carótidas não foi legal já que a placa pega quase toda a extensão do lado direito e implica em quase 50% da passagem do sangue que bombeia oxigênio para o meu cérebro. O Dr. Rodrigo disse que meus hábitos alimentares teriam de mudar radicalmente dali por diante e me encaminhou para uma nutricionista. Já a endocrinologista também pediu uma densitometria óssea e adivinha. Resultou em osteopenia (ossos frágeis) que se não tratada vira osteoporose. Insuficiência de vitamina D no sangue e lipidograma assustador. Ela disse que tenho dislipidemia. Uma doença metabólica que aumenta o nível de gordura no sangue e eleva os níveis normais de colesterol. Disse que minha dieta não é por um tempo determinado e sim para sempre quase que com certeza e que a medicação são remédios contínuos para baixar o colesterol, vitamina D em gotas para suprir o que está faltando e outro para os ossos. Legal né?
     Caminhadas diárias de meia hora são obrigatórias, chova ou faça sol. De seis em seis meses devo repetir os exames das carótidas e da tireoide. Ah! Depois de 17 dias veio o resultado da punção. Era só Bócio multinodular e aumento significativo do diâmetro da tireóide. A endocrinologista me questionou sobre uma cirurgia para retirada da tireóide que ficaria a meu critério. É claro que eu não quero a menos que seja obrigatório. E então continuo com o pão entalado e muito bem obrigado.
     Nesse meio tempo entre um médico e outro fui levando as tranqueiras pra nova casa de pouco em pouco conforme as obras iam se encerrando e ainda falta uma boa leva para trazer. Então fico lá e cá e quase não tenho tempo para respirar, até que hoje eu decidi postar o que de fato aconteceu para que eu sumisse. 
     Estou postando de um notebook porque fiquei sem meu computador e o que eu tinha nele ficaram guardados nos pen drives da vida e nos CDs que de vez em quando eu faço.
     No mais eu só quero que vocês me perdoem e que torçam por mim, porque estou ainda tentando ajeitar os trens nos trilhos para poder ficar mais a vontade pra poder postar.
      E antes que eu me esqueça desejo que todos vocês tenham tido um excelente Dia dos Pais, almoçado bem e mesmo se você não tem seu pai por perto que ele esteja brilhando no céu e se você é o pai ainda que representativo, mas de coração de alguém que tenha bênçãos em dobro porque muitos pais não reconhecem seus filhos como uma joia como você. E para as mães que são pais e mães ao mesmo tempo peço o dobro de proteção para você. Mas se você é um tio, um primo, um adotante, um tutor e se preocupa de verdade com alguém como se fosse um Pai a você eu só dou meus parabéns porque você já nasceu abençoado. Então tenham um ótimo final de domingo e que a semana que vem por aí seja calma, tranquila e bonita. 
                           
                                                              

3 de mai. de 2013

Voltei !




Às vezes a gente se ausenta das coisas de que gostamos para dar um apoio a um outro projeto, que também é seu ou pelo menos você faz parte dele mesmo sem querer.
     E eu fiz isso. Deixei vocês e o meu blog abandonado para dar uma mãozinha aqui, outra ali, mas, sinceramente? Não valeu a pena.
     Não valeu porque por mais que eu tenha me esforçado, me cansado, me lascado, me ferrado todinha, não tive reconhecimento e pior, ainda tive que ouvir muitas coisas que nem posso contar pra vocês. Vai ser censurado.
     São nessas horas que dá vontade da gente sumir, dar um grito bem alto, socar a parede ou quebrar todas as louças de casa.
Mas, eu me resumo em uma pessoa abençoada, porque tenho uma paciência deste tamanho, um gênio considerado pelos críticos da família como calma demais e ás vezes sou chamada até de boba, porque não rodo a baiana.
 Mas só que eu não sou assim. Pelo menos eu sei que não, mas só quando quero e deixo rolar. Apenas aparento ser assim. E como tudo tem um limite, parei.
     Não dou mais uma mãozinha, nem pezinho, nem nadinha. Não apoio, não tolero, não admito.
     Agora sou ruim, imprestável, desinteressada e outras coisinhas mais.
     Vocês não sabem como eu me desgastei com esse projeto e como eu me arrependi de ter ajudado. Só Deus sabe do que estou falando e do que estou sentindo.
     Como dizia Ângela Rô Rô "ás vezes até na vida é melhor ficar bem sozinho, pra gente sentir qual é o valor de um simples carinho…”  Isso não é pra mim não, é pro outro lado que não viu que o que eu fazia era com dedicação e se não ta bom que faça melhor e faça sozinho.
     Bem, mas vocês não podem ficar ouvindo choradeira e nem são obrigados à isso, mas é que eu gosto mesmo de que vocês meus leitores saibam como anda minha vida, porque foi com um desses objetivos fazer um blog e se eu só mostrar minhas poesias e não desabafar com vocês, então pra que serviria tudo isso?
     Cada um de vocês representa um amigo secreto que eu tenho em cada parte do mundo. Uns se manifestam, deixam comentários e viram até amigos de verdade, outros eu já conhecia e foi com o mesmo prazer que vi muitos de vocês como seguidores, ou expectadores discretos e silenciosos, mas que muito admiro.
     Tenho o maior carinho por todos vocês que já passaram por aqui e que eu nem sei quem são. Foram já milhares e eu me considero uma pessoa de sorte por isso.
     Bem, quero que saibam que nunca esqueci de vocês e que agora estou de volta para prosear, mostrar novidades, fofoquinhas, casos da minha infância pra vocês rirem um pouco e pretendo colocar bastantes coisinhas para blogs e dicas para quem está começando um.
     Por hoje eu vim mesmo é me desculpar com todos vocês por ter sumido e ter ficado sem postar pra ajudar a quem não merecia e perder tempo com quem não devia.
    Que tenham tido bons finais de semanas, bons feriados e que se tudo que vocês vivenciaram até agora, comigo ou sem migo, tenha valido a pena, porque pra mim, francamente…
      Desculpem-me, mas eu voltei.
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15 de fev. de 2013

Um dedo de prosa

Um dia desses, eu escutei uma canção sobre tudo o que já senti, sinto e sobre todas as coisas que eu queria que alguém também sentisse...
Ou, pelo menos entendesse.
Vocês devem estar se perguntando agora. “Mas o que?”
 – Bom, tente entender o meu ponto de vista.
 Eu te darei um exemplo:
 Você nunca se sentiu ignorado por alguém? Alguém a quem você gostava muito?
Nunca sentiu que tudo na sua vida não dava certo?
Você nunca chorou por alguém que achava ser impossível lhe amar?
E quando esse alguém lhe dava motivos para acreditar que poderia ser possível, você não sorria por dentro? Não ficava inseguro, trêmulo, nervoso?
O que se passava pela sua mente?
É tudo tão confuso, né?
Imagine esse drama, esse desespero, essa obsessão tomando conta de você a cada dia que passava e você não querer parar de sofrer, pois lá no fundo você se sente bem.
E depois de muito sofrer e chorar a toa, você amadurece e reflete sobre a sua vida.
É sufocante, estressante, mas no fim você se sente como se tudo tivesse valido a pena,
Vale, porque você aprende a ser forte, a suportar a dor e tudo depois vira um grande ensinamento.
Uma grande lição na nossa vida. E não se repete mais, porque não permitimos mais que nos aborreçam.
E então você para pra pensar e chega à conclusão:  Valeu a pena.
Pode parecer loucura, mas você dorme pensando na pessoa, come pensando nela, tudo a lembra. E por mais que você tente, não consegue tirá-la do pensamento... Mas você já parou pra pensar que, talvez, não seja pra ela sair mesmo?
Para mim serviu de ensinamento e amadurecimento e para você?
E foi uma canção que eu ouvi em um dos CDS velhos que tenho que me veio tudo isso a tona e me fez viajar no tempo, bem longe, quando eu ainda tinha esses tipos de sentimentos de gostar e odiar e mesmo assim ainda depois disso de ainda me sentir bem.
 Bem, a verdade é que hoje já não sinto o que a canção descreve, mas foi por que o outro lado me perdeu, por não me dar a atenção e amor que eu merecia, pois sinceramente, devemos esperar, mas jamais suplicar que nos tenham amor. É isso aí.
E é esta a canção do qual estou falando.

Fera Ferida (Roberto Carlos)
Acabei com tudo
Escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos
Rasgados na minha saída...

Mas saí ferido
Sufocando meu gemido
Fui o alvo perfeito
Muitas vezes No peito atingido...

Animal arisco
Domesticado esquece o risco
 Me deixei enganar
E até me levar por você...

Eu sei! Quanta tristeza eu tive
Mas mesmo assim se vive
Morrendo aos poucos por amor

Eu sei!
O coração perdoa
Mas não esquece à toa
E eu não me esqueci...

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou Fera Ferida
No corpo, na alma
E no coração...

Eu andei demais
Não olhei pra trás
Era solto em meus passos
Bicho livre, sem rumo Sem laços!...

Me senti sozinho
Tropeçando em meu caminho
À procura de abrigo
Uma ajuda, um lugar Um amigo...

Animal ferido
Por instinto decidido
Os meus rastros desfiz
Tentativa infeliz De esquecer...

Eu sei!
Que flores existiram
Mas que não resistiram
A vendavais constantes

Eu sei!
Que as cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci...

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou Fera Ferida
No corpo, na alma
 E no coração...

Sou Fera Ferida
No corpo, na alma

E no coração...

e, se quiser escutar, cola este link abaixo no seu navegador.

Fonte:   http://letras.mus.br/roberto-carlos/48603/

Barrinha MaynaBaby

30 de dez. de 2012

Minha promessa para 2013


 
                                           Promessa para 2013


      A cada virada de ano todo mundo faz promessas pro novo ano. Tem gente que diz que vai parar de fumar, que vai engordar, vai emagrecer, vai ficar mais tolerante, vai enricar, vai casar, vai caminhar, vai tudo. E tem aqueles que dão três pulinhos não sei pra que, outros que comem romã, semente de romãs, feijão fradinho, cruza os dedos, faz juramentos secretos e por aí afora.
     Eu resolvi ficar bonita. Não riam. Vou ficar mais bonita, porque bonita eu já sou, só me falta é o Glamour...
     Risos à parte, já tem gente duvidando e até apostando que é impossível, já que passei dos 50 e pior que tá não fica. Só que eu resolvi investir em mim e juro que vou conseguir. Não que eu vá visitar meu conterrâneo Pitangui, porque ele tem mais o que fazer, mas eu não careço de tanto. Basta dar uma ajeitada nos cabelos, nas unhas, sim nas unhas, porque o que mais me falta é justamente a dona vaidade que toda mulher tem e eu lembro a velha canção da dona Amélia que não tinha a menor vaidade.
     Já tive um pouco disso aí, quando era adolescente e depois quando fui procurar emprego, mas era como se eu estivesse com uma máscara de corpo inteiro me cobrindo, já que eu fazia uns rabiscos nos olhos e nas unhas para poder fazer bonito perante a dona sociedade. Mas gosto mesmo eu não tinha por andar assim, toda emperiquitada. Sempre gostei do natural só que o natural incomoda as pessoas que sempre se meteram na minha vida com besteiras do tipo, porque você não faz assim ou assado, ou pinta aqui, acolá. E eu fingia que nem ouvia. E sempre incomodei, mas agora incomodada estou eu. Vou mudar radicalmente. Quem viver, verá.
     Nasci morena, mas já fui loura, ruiva e já tive até cabelos vermelhos, mas era mesmo pra esconder os cabelos brancos que sobressaíam desde que eu tinha 12 anos. Meu primeiro fio branco apareceu já nessa idade e eu sabia que meu destino seria contribuir com as fábricas de pinturas de cabelo, até porque isso eu nunca admiti e nem achei bonito. Cabelo branco pra mim, só se for pra depois dos 80 e ainda estou longe disso.
    E chegando bem perto do final do ano, eu que nunca prometi fazer nada diferente porque sempre conto com o vento próprio do destino, resolvi neste fim de ano prometer alguma coisa pro ano que vem. Algo que não fosse tão difícil e nem sacrificado demais como fazer exercícios e dar uma boa caminhada. Até que preciso caminhar e por ordem médica, mas sou preguiçosa e não saio do lugar. Todo dia digo que vou e nunca vou. Mas este ano de 2013 as coisas vão mudar e vai começar por aí; Caminharei,  vou dar pedaladas e sem conversa fiada. Já fiz até minha tabela de horários. Acho que ra isso que faltava, pra começar.
     Engordar eu não consigo, então já desisti. Emagrecer também. Já cansei disso. Nunca chego aos 50 quilos e por conta disso nem posso doar sangue e não posso pensar em ficar gorda porque tenho colesterol elevado, então fico onde estou com meus 48 quilos. Ta bom demais pro meu tamanho. E falando em tamanho, sou quase da altura da Lady Gaga, só que ela é mais altinha, eu só chego a 1 e meio. Pequena grande mulher eu sou e pensando grande, pensei em mim e porque não?
     Sou desleixada aos olhos dos desavisados, porque não me pinto, não faço unhas, não depilo pernas. As pernas eu não depilo porque não tem pelos. Queimei as pernas quando era criança em um incêndio em casa que eu e minha irmã provocamos, brincando com um “durmabem”. O sofá lambeu de madrugada e fui acordada com um balde dágua na minha cara e o plástico do sofá derreteu e ficou grudado nas minhas pernas e só saiu depois de alguns dias, passando bastante pomadas. Então me depilei para sempre. 
     Minhas rugas, claro, apareceram. Muita praia, muito sol, muitas lágrimas e muito sofrimento, fizeram isso, mas a gente pode dar um jeito. Nada que uma botox não dê jeito. Mas isso é um caso a pensar ainda.
     Não to preocupada com rugas porque não sou de fingir que sou jovem. Visto-me como uma pessoa normal pra idade e meus pensamentos é que são desencontrados porque não consigo sair da infância mesmo com tanto tempo passado. Adoro ouvir piadas e rir bastante e ainda gosto de ficar perto dos mais jovens e é isso. Meus filhos vivem dizendo que eu sou é meiomaluca. Mas não sou não. Só não cresço psicologicamente.
        E essa é a minha promessa para o ano de 2013. Me modificar, me valorizar mais, fazendo um bom investimento em mim mesmo, por fora e por dentro para que quando alguém me avistar explane: Nossa, como você ta bonita!
       Mesmo que somente minha alma esteja renovada, já valeu.
       E que todos tenham bons planos para 2013.


                                               


23 de ago. de 2012

Um dedo de prosa

                 Boa noite para vocês. Aqui estou para papear um bocadinho com vocês. Vi hoje na TV que o STJ assinou uma lei polêmica que diz que o menor que for pego traficando pela primeira vez não irá preso. Isso gerou comentários e comentários e fizeram pesquisa pelas ruas de Brasília e o povo ta meio a favor, meio contra. Uns dizem que a primeira vez, sendo menos rigorosa, mas que não deixa de ser uma contravenção que marcará a vida desse jovem, fará ele pensar duas vezes antes de fazer a próxima. Mas não haverá a próxima, porque segundo os outros restantes, acham que os traficantes maiores recrutarão crianças para traficar e quando forem pegas serão substituídas por outras que ainda não tem ficha suja e desse jeito o crime vai aumentar é muito e muito rapidamente. O que eu penso? Exatamente isso. Vai aumenta e muito já que a impunidade foi declarada. Faça, mas somente uma vez. Foi assim mesmo que eu entendi. Claro que outras pessoas pensarão de uma outra forma, terão suas próprias razões para acharem diferente, mas fica uma coisa no ar. O que o STF está querendo dizer ao afirmar dentro da Lei que menor pode traficar, mas somente uma vez? Se cada menor tivesse que falar quem o levou para o crime e este sim fosse preso e por muitos e muitos anos, acho que não haveria tantos menores infratores neste país que parece que passa muito a mão na cabeça das crianças e dos adolescentes que fazem e acontece e fica por isso mesmo. Bem, vamos deixar isso pra lá, porque esse assunto já deu foi pano pra manga hoje. E por falar em hoje, fiz uns colares cachecol com camisetas velhas que aprendi na Net e que achei legal. Está nas fotos lá embaixo. Para quem quiser experimentar a se aventurar o link para o passo a passo é esse: http://www.comofazeremcasa.net/artesanato/recicle-camisas-e-faca-cachecois-para-o-inverno/ Só vim por aqui pra papear com vocês sobre essas poucas novidades e apresentar os colares. No próximo post eu coloco uma poesia para quem gosta. Fiquem com Deus e tenham uma boa noite. Se não conseguirem ver os cachecóis pelo link visite o site porque vale a pena, tem muita coisa para se fazer e tudo com passo a passo. http://www.comofazeremcasa.net 



20 de jun. de 2012

Puro desabafo


      Alguma vez você já não se perguntou: o que eu estou fazendo aqui que não faço nada? São diversas situações que acontecem ás vezes na vida da gente que a gente não gostaria de estar ali, de ter visto algo, de ter sido vitimado talvez.
      Às vezes temos a impressão de que fomos nós que estragamos tudo e por isso deu errado ou que contribuímos para que fatos ocorressem e ficamos lamentando a sorte. Mas não é nada disso. É porque a vida ajeita as coisas do jeito que ela tem de ajeitar e as coisas precisam acontecer porque simplesmente fazem parte do destino.
       As coisas acontecem simplesmente porque elas tem que acontecer. A vida é assim e assim ela é. O simples fato de vivermos nos deixa à mercê de tudo que a vida tem para oferecer. Coisas ótimas, boas, ruins e as péssimas. Alegres ou tristes a vida se apresenta ora de uma forma, ora de outra e não tem como fugir. É ela que está ali e na vida a gente precisa vivenciar os momentos que ela nos oferece. Se você pensar que somente terá alegrias na vida, você vai sofrer ainda mais porque a vida não é assim. Ela não nos pergunta: Que tal um pouquinho de felicidade hoje? Não. Ela não vai fazer isso contigo.
      O tempo vai passar junto com ela e se a felicidade aparecer ela vai ser breve como tudo na nossa vida é. A vida é a vida e ponto final. Vivamos com o que ela nos oferece e como o destino nos apresenta perante a ela. Ela se encarrega de nos ensinar do jeito dela vários caminhos a serem seguidos, nos dá diversas direções, mas cabe a nós em sã e livre consciência não desanimar e sempre procurarmos o caminho mais justo, mais certo possível, mesmo que ele seja o mais longo, árduo e tristonho, porque os caminhos mais fáceis são curtos e não chegam a lugares bons. Fáceis são os caminhos que nos levam a lugar nenhum, porque no meio deles existem tropeços, vazios e às vezes até a morte rápida.
      Deixo sempre a vida me embalar em suas ondas e luto para que eu seja forte o suficiente quando nela me for apresentado um fato extremo de tristeza e que eu o suporte como sempre suportei as dores que nela encontrei.
      Torço para que ela me seja tranqüila e quem sabe me poupe mais de coisas ruins e me mostre mais alegrias do que eu possa merecer, mas não me iludo jamais, achando que ela é linda, bonita e maravilhosa. Ela tem seus altos e baixos e disso eu já sei.
       Hoje estou assim, meio triste sem nem saber o motivo e a razão. Talvez seja somente nostalgia, saudades dos tempos tão bons que não voltam. Talvez porque eu seja uma romântica perdida em um mundo de coisas tão violentas e sem as cores que eu mesmo tento pintar onde não existem mais belezas.
      Depois de algum tempo vivido a gente não deveria, mas acaba acostumando a ver noticiários recheados de notícias ruins. Ficamos sentados, olhando a tela da Tv, escutando e assim que a notícia vai embora, a gente se distrai vendo um filme, novela ou um desenho animado e acabamos dando risadas e não fazemos nada para mudar esse quadro assombroso de coisas ruins que assolam a humanidade e que entristece a muitos.
      Eu não sei porque a gente é assim, mas estou desconfiada que foi a vida que nos transformou no decorrer dos tempos.
      Eu não queria ser assim, mas sou igual ao resto do mundo que não se espanta mais com o que aconteceu ou deixou de acontecer.








                 


15 de abr. de 2011

Um dia triste


  
          Eu poderia postar uma poesia, um outro artesanato que fiz nesta semana ou até mesmo falar de algo que me lembrei da infância, mas não consegui mais raciocinar depois de assistir pela TV a desgraça que ocorreu em Realengo com todas aquelas crianças. Em todos os anos da minha vida e por mais crimes que já tenha assistido nada me fez sentir um mal estar tão grande como o qual eu senti assistindo todas aquelas crianças correndo e gritando, umas caindo e levantando em total pânico, algumas ensangüentadas, outras mortas sem mais se mexerem.
     Foi tudo muito triste e assustador e é claro que um fato deste tem de ser comentado, noticiado, pois precisamos ficar informados. O rádio, a TV, a internet são meios de comunicação importantes e essenciais aos dias de hoje. Temos o direito de sermos informados, mas não acho que devemos ser obrigados a ver as imagens deste horror em câmera lenta, com música lenta no fundo e uma demagogia sem precedentes de emissoras de televisão.
     Os repórteres de algumas emissoras, não sei se a mando da própria para atingir o nível desejado de audiência, parecem sanguessugas, sem sentimentos, sem emoções. O que me parece por diversas vezes é que quanta mais desgraça e horror puderem ser filmados, melhor.
      Entrevistam crianças horrorizadas e que precisam de urgência de um tratamento psicológico como se fosse alguma celebridade e demonstram que realmente é um trunfo tê-las ali ao lado, podendo contar com riquezas de detalhes como o próprio repórter comentou todo o desenrolar do massacre que aterrorizou não só o Brasil, mas o mundo inteiro.
     O que me aterrorizou mais foi ver no dia seguinte à mesma criança sendo convocada à outra emissora para que durante o café da manhã junto à apresentadora do programa, contasse tudo novamente e relembrasse tantas vezes fossem necessárias para que as emissoras pudessem alcançar o pico da tal da audiência.
      É uma briga pela maior audiência e não importa se a criança esteja ou não horrorizada, estressada, psicologicamente abalada. Ela precisa contar, ela tem que contar, tem que relembrar, tem que ver todo o horror que já viveu novamente e se ela chorar, ótimo! Criança chorando dá audiência!
      O que é isso Meu Deus? Será que estou vendo demais ou os repórteres já não se importam se há um problema grave acontecendo e só querem noticiar os fatos?
     Mas aí eu pergunto: cadê o abalo do repórter? Será que ele não consegue se entristecer com todo aquele caos que se formou dentro da escola e na rua em frente à escola?
     Cheguei a uma terrível conclusão. São frios e contabilizam apenas a pesquisa de ibope. Se a audiência cai, chamam e agradecem pessoas que tenham assistido a tudo e tenham filmado o grande horror e exibem vídeos do massacre como troféus e ainda enfatizam: não percam! Novas imagens, agora inéditas do massacre em Realengo!
     É triste, mas a verdade seja dita. Fatos têm de ser noticiados, mas notícias não devem servir de demagogia para o alcance de audiência.
     E por quase uma semana pensando em tudo isso e atordoada com toda essa tristeza que me abalou, sim porque eu chorei com algumas mães que perderam seus filhos. Me imaginei no lugar delas, pois minha filha estava na escola quando tudo isso aconteceu e comecei a refletir sobre tudo,
     Agora o Senador Sarney quer fazer novo plebiscito prá campanha do desarmamento e eu pergunto o que tem isso a ver? Vai mudar alguma coisa na vida dessas famílias enlutadas? Os criminosos agora não terão mais como arrumar armar no mercado negro?
Parece que ele não tem o que fazer a não ser inventar modinha.
Melhor se tivesse ficado calado.
     Aqui em casa minha filha de 13 anos ficou bem impressionada com toda esse massacre que ocorreu e acabou vendo muita coisa que a TV mostrava e desse dia em diante passou a dormir comigo e me confessou que tem medo de ir à escola e acontecer isso também.
     Conversei muito com ela e disse que ela não precisava ter medo porque essas coisas não vão acontecer nunca mais e que ele procure orar pelas crianças que se foram para dar luz a elas.
      Se minha filha ficou assim, morando aqui tão longe e sem nem conhecer as crianças que foram vitimadas, fico imaginando as outras que passaram por todo aquele horror e que precisam a conviver com o dia a dia depois de uma tragédia. Como é possível ser forte e corajoso e fazer de conta que está tudo bem? Como é possível entrar na escola que foi cenário de um ato de extremo horror e falar pra si mesmo? “Acabou. Tudo passou”
    È... uma situação muito melindrosa, difícil para quem vai continuar por lá.
     Espero que estas crianças sejam fortes o suficiente e que consigam sim, saber lidar com esta sensação ruim de que ficará marcada em suas mentes para sempre. Que elas consigam encontrar a paz interior depois de tantas lágrimas derramadas.
    











1 de dez. de 2010

 Quase não tenho tido tempo de postar alguma coisa. Minhas poesias estão todas emboladas em meu caderno de rascunho onde eu as escrevo antes de colocar no blog. São muitas e somente algumas eu coloco por aqui porque ainda acho que muita gente não gosta de ler poesias. Claro que tem os admiradores de plantão, mas acredito, sejam poucos, Mas não me importo. Qualquer um que venha a ler e gostar,  para mim será um alento.
     Tenho acompanhado as manchetes dos telejornais e quase não vejo uma notícia boa, aliás, não lembro de uma que tenha sido boa ultimamente.
      O complexo do alemão acabou de ser tomado pela polícia e quando a gente pensa que não, lá vem o esculacho de que alguns policiais fizeram besteiras na hora da tomada do morro. Não deveria acontecer essas denúncias de policiais roubando, quebrando coisas dos outros, batendo, mas quem está falando é o povo da comunidade. Só quem está lá com o problema é que sabe onde o calo está lhe apertando. Tomara que sejam apuradas as denúncias e que seja apenas um mal entendido.
      Em São Paulo, o temporal mata um rapaz que tenta se livrar da enchente mas cai e é levado pelas águas e tudo é filmado e mostrado para nós como se a cena fosse legal de ser vista. No Espírito Santo duas crianças morrem e várias ficam feridas devido ao desabamento do teto da escola onde estavam. São todas crianças pequenas de 4 a 6 anos e tudo o que fazem é mostrar o desespero das mães que perderam seus filhos. Tem repórter que ainda fica perguntando o que é óbvio em um caso como estes. "como é a dor de perder um filho desse jeito?" ou " é difícil não é?". Sinceramente, algumas vezes o tele jornalismo me assusta. Por várias vezes eu tive a impressão e quero estar errada de que a maioria dos jornalistas estão simplesmente deixando o lado humano de fora e visando apenas a melhor imagem, o maior furo de reportagem, talvez buscando maior audiência para sua empresa.
     Mas, pelo amor de Deus, precisa mostrar a mãe desesperada que desmaia ou grita pela triste e infeliz morte da sua criança? Precisa mostrar o rapaz na hora em que ele caiu e sumiu nas águas? Precisamos passar por isso realmente? Quando eles dizes que uma criança morreu eu já sei como uma mãe dessas vai ficar. E nem quero imaginar como a mãe do rapaz vai ficar ao ver em que desespero se encontrava o filho minutos antes de morrer.
      Acho que tudo isso está muito exagerado pro meu gosto.
     Algumas coisas filmadas por celulares de alguém que conseguiu registrar o ocorrido ou por jornalistas em busca de notícias. deveriam ficar guardadas como prova do acontecimento,  caso venha a ser requerido. É bom que se tenha imagens de coisas ruins que acontecem mas, deveriam ficar registradas e guardadas sem que fosse preciso mostrar as imagens.
      De repente estou sensível demais e já não posso mais ver tudo que acontece nesse mundo.De repente só tem coisas ruins para serem mostradas, ou de repente estou certíssima em estar reclamando da desgraça sempre ser destaque.
     Mas que eu torço para que sempre venham boas notícias, eu torço.
     Mas por enquanto estou só torcendo o nariz.