São só algumas idéias caso você queira copiar.
10 de mai. de 2013
4 de mai. de 2013
3 de mai. de 2013
Voltei !
Às vezes a gente se ausenta das coisas de que gostamos para dar um apoio a um outro projeto, que também é seu ou pelo menos você faz parte dele mesmo sem querer.
E eu fiz isso. Deixei vocês e o meu blog abandonado para dar uma mãozinha aqui, outra ali, mas, sinceramente? Não valeu a pena.
Não valeu porque por mais que eu tenha me esforçado, me cansado, me lascado, me ferrado todinha, não tive reconhecimento e pior, ainda tive que ouvir muitas coisas que nem posso contar pra vocês. Vai ser censurado.
São nessas horas que dá vontade da gente sumir, dar um grito bem alto, socar a parede ou quebrar todas as louças de casa.
Mas, eu me resumo em uma pessoa abençoada, porque tenho uma paciência deste tamanho, um gênio considerado pelos críticos da família como calma demais e ás vezes sou chamada até de boba, porque não rodo a baiana.
Mas só que eu não sou assim. Pelo menos eu sei que não, mas só quando quero e deixo rolar. Apenas aparento ser assim. E como tudo tem um limite, parei.
Não dou mais uma mãozinha, nem pezinho, nem nadinha. Não apoio, não tolero, não admito.
Agora sou ruim, imprestável, desinteressada e outras coisinhas mais.
Vocês não sabem como eu me desgastei com esse projeto e como eu me arrependi de ter ajudado. Só Deus sabe do que estou falando e do que estou sentindo.
Como dizia Ângela Rô Rô "ás vezes até na vida é melhor ficar bem sozinho, pra gente sentir qual é o valor de um simples carinho…” Isso não é pra mim não, é pro outro lado que não viu que o que eu fazia era com dedicação e se não ta bom que faça melhor e faça sozinho.
Bem, mas vocês não podem ficar ouvindo choradeira e nem são obrigados à isso, mas é que eu gosto mesmo de que vocês meus leitores saibam como anda minha vida, porque foi com um desses objetivos fazer um blog e se eu só mostrar minhas poesias e não desabafar com vocês, então pra que serviria tudo isso?
Cada um de vocês representa um amigo secreto que eu tenho em cada parte do mundo. Uns se manifestam, deixam comentários e viram até amigos de verdade, outros eu já conhecia e foi com o mesmo prazer que vi muitos de vocês como seguidores, ou expectadores discretos e silenciosos, mas que muito admiro.
Tenho o maior carinho por todos vocês que já passaram por aqui e que eu nem sei quem são. Foram já milhares e eu me considero uma pessoa de sorte por isso.
Bem, quero que saibam que nunca esqueci de vocês e que agora estou de volta para prosear, mostrar novidades, fofoquinhas, casos da minha infância pra vocês rirem um pouco e pretendo colocar bastantes coisinhas para blogs e dicas para quem está começando um.
Por hoje eu vim mesmo é me desculpar com todos vocês por ter sumido e ter ficado sem postar pra ajudar a quem não merecia e perder tempo com quem não devia.
Que tenham tido bons finais de semanas, bons feriados e que se tudo que vocês vivenciaram até agora, comigo ou sem migo, tenha valido a pena, porque pra mim, francamente…
Desculpem-me, mas eu voltei.
Marcadores:
Desabafos
16 de mar. de 2013
Aconteceu comigo
Esse é um dos meus jogos preferidos e por conta dele não faço quase mais nada no blog, em casa, etc… Bem que eu tento, mas ele é viciante demais. Mas a vida tá passando e como eu já adiantei bastante as fases novamente, sim porque eu já zerei as fases e estou jogando tudo de novo, resolvi dar uma pausa e voltar a vida normal. Dizem que não tenho muito juízo na cabeça e já estou concordando com isso porque faço coisas que uma senhora na minha idade não faz.
Já me falaram que tá na hora de procurar um crochet para passar o tempo em vez de ficar jogando video game.
Bem, vocês devem ter imaginado o que eu respondi e como o meu blog é aberto nem posso me dar ao luxo de digitar a resposta que foi dada gentilmente a pessoinha que me deu esse conselho.
Talvez quando eu estiver lá próximo dos meus noventa anos ( que eu não acredito que chegue a tanto) , talvez eu pense em fazer uma coisa assim mais light tipo brincar de video games no computador se eu ainda enxergar e puder me mexer. Acho que vou conseguir porque eu sou do tipo que arruma a casa dançando e cantando e converso com os pratos e talheres enquanto lavo a louça. Não paro um instante e geralmente se paro todos vem ao meu socorro porque sabem que estou passando mal.
Bem gente eu estive fora do ar, não foi por causa de jogo nenhum não, porque eu sempre joguei e meu blog tava sempre atualizado, mas é que aconteceram boa novas por aqui e eu tive de correr atrás de algumas coisas pessoais. Mas é coisa boa para se resolver. Tive de pegar uns ônibus, fiz alguns dos exames periódicos que toda mulher faz e é isso.
Agora que minha vida voltou ao normal resolvi dar uma passadinha por aqui para dar uma satisfação a vocês que me seguem, me acompanham, gostam de novidades e pra não dizer que só voltei pra ficar de papo furado, vou contar para vocês uma historinha que aconteceu comigo quando eu ainda era aborrecente e que deve deixar vocês de cabelos arrepiados. E uma história verdadeira e esquisita. Se você tem nervos fracos, não leia.
Era noite de uma sexta qualquer e o ano eu lembro bem era 1979 e eu trabalhava em Madureira e quase sempre passava pela casa da minha irmã para ver meu sobrinho que tinha acabado de nascer e seria meu afilhado. Além de tia coruja eu era uma madrinha dedicada, aliás sou até hoje porque o rapazinho hoje tá lindo com seus 33 aninhos e me chama de dinda o que me deixa toda toda.
Bem, antes de passar na minha irmã fui direto para casa , tomei um banho e avisei a minha mãe que eu eu ia pra casa dela ver meu afilhado e levar umas coisinhas que eu sempre comprava para ele. Minha mãe me recomendou que eu não voltasse tarde e eu respondi que ficasse fria porque antes das sete eu voltaria, porque ainda não teria escurecido.
Cheguei lá e em meio aos paparicos feitos ao meu lindo, conversei bastante e o tempo passou que passou. Eu nem vi e já eram quase 10 horas da noite. Falei “caramba!!! Falei pra minha mãe que 7 horas eu tava de volta, ela deve estar preocupada” Vou embora.
Minha irmã falou: “tá maluca? Uma hora dessa com essas ruas tudo vazias e a bandidagem solta lá fora. Não senhora, vai dormir aqui.!” Falei que não podia fazer isso senão minha mãe ia ficar nervosa. E minha irmã disse que nada ela sabe que você está aqui e nem vai ligar. Você é meio peidada mesmo. Ela já sabe que tu não vai mais voltar, ainda mais uma hora dessas.
Depois de muito fica, não posso, dorme, não posso, resolvi ir e com o tempo perdido entre esses vai, não vai, já eram quase 11 horas da noite. Eu tive um pouco de medo e pedi pro meu cunhado me levar até o portão e ficar me olhando até eu sumir e a rua que ele morava tinha uma curva bem no final onde dali ele já não me via. Eu olhei pra trás e não via mais ele e nem a casa. Fiquei com medo mas eu só tinha que atravessar a rua onde os carros passavam e entrar por uma vila que cortava caminho pra rua que eu entraria e sairia próximo da rua onde era minha casa.
Enquanto eu aguardava os carros que iam e vinham e eram poucos, me detive e fiquei em dúvidas de seguir ou não adiante porque haviam dois rapazes que pareciam ser gêmeos na entrada da vila que eu teria de entrar.
Eles não estavam conversando. Ficavam parados iguais dois sentinelas, como se fossem seguranças da vila e quando enfim achei uma brecha pra atravessar eles começaram a andar na minha direção.
Voltei do meio da rua que eu atravessava e fingi voltar pra rua do meu cunhado. Eles voltaram e ficaram lá no mesmo lugar e do mesmo jeito. Gelei. Sei lá quem eram. Eu não conhecia. Só sabia que eram gêmeos e lembro bem da camisas dos dois que tinha gola alta e fechado no pescoço igual gola de padre e eram brancas. Os dois estavam de calça social cor escura e não pareciam ser do mau.Mas fiquei hesitante.
Mais uma vez orei, fiz o sinal da cruz e fingi que ia atravessar, mas desta vez olhando bem pros dois que imediatamente saíram das suas posições e vieram novamente em minha direção.
Como notei que os passos deles eram um pouco mais apressados, dei meia volta e corri o mais que pude pra casa do meu cunhado e correndo olhei pra trás e eles estavam vindo atrás de mim. O portão já estava fechado e gritei tanto, tanto que meu cunhado veio que nem uma bala abrir o portão e eu entrei quase atropelando ele e ele perguntando que que foi e eu falei: “fecha o portão senão eles vão querer entrar"!” Isso as berros e apavorada e meu cunhado disse que não tinha ninguém e simplesmente eles haviam sumido sem mesmo dar tempo do meu cunhado ver alguém. Eu fiquei cismada, porque eles estavam bem juntos a mim, quase agarraram meus cabelos e teriam que estar sumindo lá na curva se tivessem voltado, mas eles simplesmente desapareceram.
Fiquei sem entender e meu cunhado dizendo que foi impressão minha que não tinha ninguém e minha irmã ainda falou que foi bem feito porque ela pediu pra mim dormir lá. E como meu medo era maior do que minha preocupação no momento resolvi ficar por ali mesmo, sossegar meu facho e dormir e quando fosse bem cedo eu voltaria pra casa, com o dia claro, gente na rua e pediria desculpas a minha mãe.
Acordei por volta das sete da manhã e pra não acordar ninguém deixei um bilhete pra minha irmã e abri a porta, peguei minha bolsa , tranquei a porta novamente e joguei a chave lá dentro como eu havia colocado no bilhete.
E de novo me deparei com a entrada da vila, mas desta vez, estava livre e um monte de gente na rua, nos pontos de ônibus e o comércio já aberto e eu fui toda serelepe para casa. Atravessei a vila e quando cheguei na rua que dá acesso a rua que eu moro, vi uma multidão bem próximo da entrada da minha rua e tinha até um carro da polícia parado lá na muvuca.
Como eu tinha que passar por ali, porque era meu caminho, dei de cara com uma conhecida minha de nome Márcia morta no chão cheia de tiros.
Fiquei nervosa, gelada, arrepiada e quando cheguei em casa a minha mãe já sabia do ocorrido lá na rua e foi logo falando; “ graças a Deus que você dormiu na tua irmã, senão poderia ter sido você!” E conversei sobre aqueles homens que eu havia visto na noite anterior e ela se arrepiou e falou: que ou eram anjos protetores para que dali você não passasse, ou não sei quem eram. Bandidos não pareciam ser, mas bandido hoje tem de todo jeito mas naquela época ainda não. Meu tio me disse tempos depois que eram Cosme e Damião dos quais sou devota desde qeu me entendo por gente. Depois analisando tinha uma coincidência já que eram gêmeos e eu nunca mais até hoje via aqueles dois em lugar nenhum na minha vida.
Foi isso. De outra vez conto outras historias que já aconteceram comigo pra vocês ficaram refletindo um pouco. Fiquem em paz. Bastantes luz pra vocês todos e que tenham todos um bom final de semana.
15 de fev. de 2013
Só mais uma que me toca a alma
|
Um dedo de prosa
Um dia desses, eu escutei uma canção sobre tudo o que já senti, sinto e sobre todas as coisas que eu queria que alguém também sentisse...
Ou, pelo menos entendesse.
Vocês devem estar se perguntando agora. “Mas o que?”
– Bom, tente entender o meu ponto de vista.
Eu te darei um exemplo:
Você nunca se sentiu ignorado por alguém? Alguém a quem você gostava muito?
Nunca sentiu que tudo na sua vida não dava certo?
Você nunca chorou por alguém que achava ser impossível lhe amar?
E quando esse alguém lhe dava motivos para acreditar que poderia ser possível, você não sorria por dentro? Não ficava inseguro, trêmulo, nervoso?
O que se passava pela sua mente?
É tudo tão confuso, né?
Imagine esse drama, esse desespero, essa obsessão tomando conta de você a cada dia que passava e você não querer parar de sofrer, pois lá no fundo você se sente bem.
E depois de muito sofrer e chorar a toa, você amadurece e reflete sobre a sua vida.
É sufocante, estressante, mas no fim você se sente como se tudo tivesse valido a pena,
Vale, porque você aprende a ser forte, a suportar a dor e tudo depois vira um grande ensinamento.
Uma grande lição na nossa vida. E não se repete mais, porque não permitimos mais que nos aborreçam.
E então você para pra pensar e chega à conclusão: Valeu a pena.
Pode parecer loucura, mas você dorme pensando na pessoa, come pensando nela, tudo a lembra. E por mais que você tente, não consegue tirá-la do pensamento... Mas você já parou pra pensar que, talvez, não seja pra ela sair mesmo?
Para mim serviu de ensinamento e amadurecimento e para você?
E foi uma canção que eu ouvi em um dos CDS velhos que tenho que me veio tudo isso a tona e me fez viajar no tempo, bem longe, quando eu ainda tinha esses tipos de sentimentos de gostar e odiar e mesmo assim ainda depois disso de ainda me sentir bem.
Bem, a verdade é que hoje já não sinto o que a canção descreve, mas foi por que o outro lado me perdeu, por não me dar a atenção e amor que eu merecia, pois sinceramente, devemos esperar, mas jamais suplicar que nos tenham amor. É isso aí.
E é esta a canção do qual estou falando.
Fera Ferida (Roberto Carlos)
Acabei com tudo
Escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos
Rasgados na minha saída...
Mas saí ferido
Sufocando meu gemido
Fui o alvo perfeito
Muitas vezes No peito atingido...
Animal arisco
Domesticado esquece o risco
Me deixei enganar
E até me levar por você...
Eu sei! Quanta tristeza eu tive
Mas mesmo assim se vive
Morrendo aos poucos por amor
Eu sei!
O coração perdoa
Mas não esquece à toa
E eu não me esqueci...
Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou Fera Ferida
No corpo, na alma
E no coração...
Eu andei demais
Não olhei pra trás
Era solto em meus passos
Bicho livre, sem rumo Sem laços!...
Me senti sozinho
Tropeçando em meu caminho
À procura de abrigo
Uma ajuda, um lugar Um amigo...
Animal ferido
Por instinto decidido
Os meus rastros desfiz
Tentativa infeliz De esquecer...
Eu sei!
Que flores existiram
Mas que não resistiram
A vendavais constantes
Eu sei!
Que as cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci...
Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou Fera Ferida
No corpo, na alma
E no coração...
Sou Fera Ferida
No corpo, na alma
E no coração...
e, se quiser escutar, cola este link abaixo no seu navegador.
Fonte: http://letras.mus.br/roberto-carlos/48603/

Ou, pelo menos entendesse.
Vocês devem estar se perguntando agora. “Mas o que?”
– Bom, tente entender o meu ponto de vista.
Eu te darei um exemplo:
Você nunca se sentiu ignorado por alguém? Alguém a quem você gostava muito?
Nunca sentiu que tudo na sua vida não dava certo?
Você nunca chorou por alguém que achava ser impossível lhe amar?
E quando esse alguém lhe dava motivos para acreditar que poderia ser possível, você não sorria por dentro? Não ficava inseguro, trêmulo, nervoso?
O que se passava pela sua mente?
É tudo tão confuso, né?
Imagine esse drama, esse desespero, essa obsessão tomando conta de você a cada dia que passava e você não querer parar de sofrer, pois lá no fundo você se sente bem.
E depois de muito sofrer e chorar a toa, você amadurece e reflete sobre a sua vida.
É sufocante, estressante, mas no fim você se sente como se tudo tivesse valido a pena,
Vale, porque você aprende a ser forte, a suportar a dor e tudo depois vira um grande ensinamento.
Uma grande lição na nossa vida. E não se repete mais, porque não permitimos mais que nos aborreçam.
E então você para pra pensar e chega à conclusão: Valeu a pena.
Pode parecer loucura, mas você dorme pensando na pessoa, come pensando nela, tudo a lembra. E por mais que você tente, não consegue tirá-la do pensamento... Mas você já parou pra pensar que, talvez, não seja pra ela sair mesmo?
Para mim serviu de ensinamento e amadurecimento e para você?
E foi uma canção que eu ouvi em um dos CDS velhos que tenho que me veio tudo isso a tona e me fez viajar no tempo, bem longe, quando eu ainda tinha esses tipos de sentimentos de gostar e odiar e mesmo assim ainda depois disso de ainda me sentir bem.
Bem, a verdade é que hoje já não sinto o que a canção descreve, mas foi por que o outro lado me perdeu, por não me dar a atenção e amor que eu merecia, pois sinceramente, devemos esperar, mas jamais suplicar que nos tenham amor. É isso aí.
E é esta a canção do qual estou falando.
Fera Ferida (Roberto Carlos)
Acabei com tudo
Escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos
Rasgados na minha saída...
Mas saí ferido
Sufocando meu gemido
Fui o alvo perfeito
Muitas vezes No peito atingido...
Animal arisco
Domesticado esquece o risco
Me deixei enganar
E até me levar por você...
Eu sei! Quanta tristeza eu tive
Mas mesmo assim se vive
Morrendo aos poucos por amor
Eu sei!
O coração perdoa
Mas não esquece à toa
E eu não me esqueci...
Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou Fera Ferida
No corpo, na alma
E no coração...
Eu andei demais
Não olhei pra trás
Era solto em meus passos
Bicho livre, sem rumo Sem laços!...
Me senti sozinho
Tropeçando em meu caminho
À procura de abrigo
Uma ajuda, um lugar Um amigo...
Animal ferido
Por instinto decidido
Os meus rastros desfiz
Tentativa infeliz De esquecer...
Eu sei!
Que flores existiram
Mas que não resistiram
A vendavais constantes
Eu sei!
Que as cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci...
Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou Fera Ferida
No corpo, na alma
E no coração...
Sou Fera Ferida
No corpo, na alma
E no coração...
e, se quiser escutar, cola este link abaixo no seu navegador.
Fonte: http://letras.mus.br/roberto-carlos/48603/
7 de fev. de 2013
João e Maria
Assim que João acordou,
Olhou pro lado não viu Maria
Os olhos dele se encherem de lágrimas
Olhou para a foto e foram só lástimas
Pegou um cigarro e acendeu
Telefone tocou, ele atendeu.
Não era quem ele queria
Queria ouvir a voz de Maria
Pegou sua foto e a beijou.
Nem lembra quanto tempo assim ficou
Deu um gole na cachaça
Em vez de copo, usou uma taça.
Aquela que Maria guardava,
Enquanto um dia especial não chegava.
Depois de muito chorar,
João se vestiu e foi trabalhar
Na rua um homem transtornado,
em seu peito um coração maltratado.
Cada moça que na rua ele via ,
lembravam do rosto de Maria
Seu coração disparava
E mais uma lágrima rolava.
Lembrava dos planos que tinham
E tudo o que fariam
Mas Maria não mais voltaria.
Em casa ele jamais a encontraria.
Depois de um tempo na enfermaria,
O coração de Maria parou.
Os médicos até que tentaram, mas de nada adiantou.
Veio um médico e sua morte anunciou.
João quis morrer também!
Mas Deus não faz gosto a ninguém.
Teve de ser forte como soldado na guerra,
para deixar Maria debaixo da terra.
Saiu dali sem saber
O que da vida fazer
E enquanto a vida passa
João por ela ainda se arrasta.
De Leliane Alencar 10/2011
5 de fev. de 2013
31 de jan. de 2013
A dor de uma mãe
|
30 de jan. de 2013
Passo a passo de um calendário permanente
Passeando nas ondas da Net via muitas ídéias de calendários, mas todos eles eram enormes e cabiam na parede inteira e gastava-se muito material. Eram lindos, mas tínhamos que ter muita coisa em casa para se aproveitar e poder terminá-los.
Então imaginei ele menor , talvez na minha mesa de computador e prático e fácil de se marcar o dia de hoje. Resolvi apostar na meu porta retratos que eu tinha de metal que ainda não tinha colocado foto nenhuma. Olhei prá ele e falei: "Vai ser você!"
Fui até meu ateliê, catei tudo que eu precisava e comecei a inventar moda e não é que ficou bonitinho? Então como não sou egoísta resolvi passar prá vocês a idéia. Vale para todos os anos e decora muito bem um ambiente.Tomara que vocês gostem e entendam meu passo a passo que fiz com carinho para quem resolver ousar.
Como fazer um calendário Permanente
Material:
Placa de metal ou porta fotos como da foto acima que vem com imãs.
Massas de biscuit cores variadas
Cortador de flores e pétalas
1 argola de metal ou papelão forrado para marcar a data

Corte 31 flores pequenas ( uma para cada dia do mês)
Corte 07 pétalas pequenas ( uma para cada dia da semana)
Corte 12 flores maiores (uma para cada mês do ano)
e 1 folha média (essa vai ser o ano que se inicia)
Marcador para CD/DVD ou tubo de cola colorida.
Imã de metro

imã que vende à metro
Cola universal 1 argola (papelão, madeira, metal, etc...)

Paciência e muito amor é o Indispensável.
Modo de fazer:
Escolha a cor que você quer para as folhas, para as pétalas e abra a massa com o rolo e corte de um tamanho adequado à placa.
Você não precisa fazer com flores e pétalas, isso é só uma idéia minha.
Você pode fazer quadrados, esferas, flores, o que você achar mais bonito.
Observe quantas flores e pétalas você vai precisar ou o que você escolheu.
Depois das folhas, flores e pétalas secas chegou a hora de escrever nelas.
Nas 31 flores pequenas numere de 01 a 31 com marcador de CD ponta fina ou com cola colorida isso vai depender da sua mão não tremer e você conseguir escrever com a cola. Nos menores eu usei o marcador permanente de CD/DVD, nas maiores resolvi arriscar a escrever os nomes com colas coloridas. Ficou meio torto porque eu tremi as mãos na hora de escrever, mas no final deu tudo certo.
Nas 7 pétalas, escreva abreviado os dias da semana, exemplo:
Dom, seg., ter, qua, qui, sex, sab.
Na folha maior escreva o ano: 2013
Na flores médias, escreva o mês abreviado exemplo:
JAN, FEV, MAR, ABR, MAI, JUN, JUL, AGO, SET, OUT, NOV, DEZ.
Observe a foto abaixo os dias de semana e meses já prontos com imã.
Espere secar se você usar cola colorida.


Comece a cortar o imã em pedaços verificando o tamanho que vai ser usado.
Não esqueça que o lado frisado é para por a cola e o liso fica pra cima porque esse é o que vamos encostar no metal, certo?
Mas sempre teste na placa para não colar errado do contrário não vai funcionar.
Alguns imãs são vendidos todo liso.
Espere secar.
Observe de que tamnho você fez os dias e arrume uma argola que envolva ele mas destacando-o para colocar imã na parte de trás desta argola que vai ser a chave de tudo. É com ela que voce irá mudando os dias que se forem passando.
Arrume a placa a ordem dos dias, obedecendo aos dias da semana, conforme a foto abaixo.

Os outros meses deixem reservados atrás da placa e vá trocando conforme necessidade. Veja foto.
Se quiser pode fazer a placa do ano seguinte ou fazer a placa do ano com os dias em cada flor, então você numera de 0 a 9 e guarde na traseira da placa.
Se for presentear alguém, faça assim e pronto. Espero ter ajudado algum de vocês para que façam um calendário bacana que serve para sempre.
Leliane Alencar
28 de jan. de 2013
Cursos gratuitos em Brasília
Estão abertas as Inscrições para
Vagas oferecidas:
Mais de 500 vagas
Inscrições: (21/01/2013 a 01/02/2013)
Horário de atendimento: 8h às 18h.
Duração: 250 horas Benefícios:
Os alunos recebem vale-transporte, alimentação, material didático completo, seguro de vida e uniforme.
Nessa etapa, o programa vai oferecer aulas de inglês em todos os cursos.
Seleção:
A lista dos candidatos selecionados para as turmas do Qualificopa será divulgada no site da Secretaria de Trabalho
Quem pode participar:
Todas as pessoas, com mais de 18 anos, que morem no DF e possuam a escolaridade exigida pelo curso escolhido.
(Todos os cursos são de graça)
LOCAIS DE INSCRIÇÃO:
em todas as agencias do trabalhador
DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA (originais e cópias)
:: Carteira de Identidade ou documento equivalente
:: CPF
Vejam mais informações no site do GDF no link abaixo.
http://www.trabalho.df.gov.br/
e clique em qualificopa
( se o link não funcionar, copie e cole em seu navegador e dê enter>
FONTE: http://www.trabalho.df.gov.br
Mais de 500 vagas
Inscrições: (21/01/2013 a 01/02/2013)
Horário de atendimento: 8h às 18h.
Duração: 250 horas Benefícios:
Os alunos recebem vale-transporte, alimentação, material didático completo, seguro de vida e uniforme.
Nessa etapa, o programa vai oferecer aulas de inglês em todos os cursos.
Seleção:
A lista dos candidatos selecionados para as turmas do Qualificopa será divulgada no site da Secretaria de Trabalho
Quem pode participar:
Todas as pessoas, com mais de 18 anos, que morem no DF e possuam a escolaridade exigida pelo curso escolhido.
(Todos os cursos são de graça)
LOCAIS DE INSCRIÇÃO:
em todas as agencias do trabalhador
DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA (originais e cópias)
:: Carteira de Identidade ou documento equivalente
:: CPF
Vejam mais informações no site do GDF no link abaixo.
http://www.trabalho.df.gov.br/
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FONTE: http://www.trabalho.df.gov.br
Marcadores:
Coisas que você precisa saber
13 de jan. de 2013
Sorteio de um layout para blog. Participe!
Bem, eu adoro mudar a roupa do meu blog e por isso estou participando do sorteio de um novo layout toto personalizado para meu blog. Se você estiver a fim clique aqui neste link http://www.amandalayouts.com
e se inscreva. Não custa nada. Eu já estou participando. Agora é so cruzar os dedos.
e se inscreva. Não custa nada. Eu já estou participando. Agora é so cruzar os dedos.
4 de jan. de 2013
É preciso muito
É preciso que muita coisa aconteça na nossa vida para que
ela fique tumultuada,
para que a gente fique atordoada, para que o desespero
comece a tomar conta de nós,
da nossa alma, dos nossos gestos.
É preciso que o que aconteça seja muito sério,
desproporcional até mesmo aos pensamentos errôneos e
absurdos que já tivemos,
as mais loucas imaginações que já tivemos,
aos piores horrores que um dia pensamos em passar,
as mais inconseqüentes alucinações febris que já passamos.
È preciso que o que nos atordoe,
seja muito estranho,
muito diferente,
muito inconseqüente,
para que as nossas forças falhem,
a nossa boca emudeça,
o coração dispare,
os olhos nada mais vejam.
É preciso que tenhamos nervos de aço,
coração feito de pedra
e cabeça bem certa no lugar para não enlouquecermos,
não cairmos,
não gritarmos,
não cometermos nenhum pecado.
E ainda se mesmo assim ficarmos vivos,
não mais viveremos.
E foi assim que a minha vida mudou quando te conheci.
Aliás, bastou eu olhar pra você e te amei assim que te vi.
Minha vida já estava tumultuada
e meio que atordoada vi me apaixonar por você
e para meu desespero vi esse sentimento se agigantar,
tomar um rumo que eu não queria, mas,
que não foi por meu comando que ele nasceu.
E vi o amor tomar conta de mim,
da minha alma,
dos meus gestos.
Meus pensamentos eram errados,
absurdos,
confusos,
desesperados e alucinados.
A cada noite um pesadelo quando eu deveria era sonhar
e ao invés de abraços, via garras monstruosas me arranhando
o corpo
e me ferindo por inteira.
E já desfalecida acordava e gritava quase que por descuido,
seu nome.
Eram só pesadelos, mas me doíam porque eram minha realidade
oculta,
como era minha vida.
Monstruosa e infeliz.
Os dias passavam de teimosos que eles eram.
Preguiçosa e sem graça a vida também passava.
Não havia sol que me bastasse,
comida que me apetecesse,
nem motivos para que feliz eu fosse.
Pois você era o meu sol!
Eu tinha fome de você!
E era você o motivo do qual me faria feliz.
Mas era você, exatamente você que eu não poderia querer.
E não o teria.
Sentia-me desconfortável, traidora e infiel,
Embora nunca tenha sido.
Mesmo sem nunca ter sido,
Julgaram-me e me apedrejaram.
Falavam de mim como se eu fosse uma criminosa.
Olhavam-me como se fossem todos puros.
Passei a vida te amando em tom menor
Em sonhos e pesadelos que eu mesmo criava.
Tu nunca soubeste e por isso se foi.
E eu fiquei olhando pela janela
O resto da vida esperando você voltar.
Morri como morre uma rosa,
Aos poucos, lentamente e para sempre.
30 de dez. de 2012
Para vocês com todo meu carinho
Desejo a você que esteve comigo de algum modo neste ano que está indo embora, um pouco do meu carinho, a certeza de que você foi muito bem vindo(a) e gostaria que você volte em algum momento, por algum motivo, mas principalmente desejo de coração que não te falte jamais as esperanças de um tempo melhor, a força para que não desistas dos teus projetos e que os sonhos nunca se apaguem em teu coração, para que persista e insista sempre que um obstáculo aparecer, porque eles sempre aparecem e que com todas as dificuldades que você venha a ter, jamais desista de querer ser feliz, pois ser feliz é justamente conseguir superar todas as dificuldades que surgirem.
Seja persistente! Seja feliz! Neste ano de 2013 e em todos os outros que vierem.
Minha promessa para 2013
Promessa para 2013
A cada virada de
ano todo mundo faz promessas pro novo ano. Tem gente que diz que vai parar de
fumar, que vai engordar, vai emagrecer, vai ficar mais tolerante, vai enricar,
vai casar, vai caminhar, vai tudo. E tem aqueles que dão três pulinhos não sei
pra que, outros que comem romã, semente de romãs, feijão fradinho, cruza os
dedos, faz juramentos secretos e por aí afora.
Eu resolvi ficar
bonita. Não riam. Vou ficar mais bonita, porque bonita eu já sou, só me falta é
o Glamour...
Risos à parte, já
tem gente duvidando e até apostando que é impossível, já que passei dos 50 e
pior que tá não fica. Só que eu resolvi investir em mim e juro que vou
conseguir. Não que eu vá visitar meu conterrâneo Pitangui, porque ele tem mais
o que fazer, mas eu não careço de tanto. Basta dar uma ajeitada nos cabelos,
nas unhas, sim nas unhas, porque o que mais me falta é justamente a dona
vaidade que toda mulher tem e eu lembro a velha canção da dona Amélia que não
tinha a menor vaidade.
Já tive um pouco disso aí, quando era
adolescente e depois quando fui procurar emprego, mas era como se eu estivesse
com uma máscara de corpo inteiro me cobrindo, já que eu fazia uns rabiscos nos
olhos e nas unhas para poder fazer bonito perante a dona sociedade. Mas gosto
mesmo eu não tinha por andar assim, toda emperiquitada. Sempre gostei do
natural só que o natural incomoda as pessoas que sempre se meteram na minha
vida com besteiras do tipo, porque você não faz assim ou assado, ou pinta aqui,
acolá. E eu fingia que nem ouvia. E sempre incomodei, mas agora incomodada
estou eu. Vou mudar radicalmente. Quem viver, verá.
Nasci morena, mas
já fui loura, ruiva e já tive até cabelos vermelhos, mas era mesmo pra esconder
os cabelos brancos que sobressaíam desde que eu tinha 12 anos. Meu primeiro fio
branco apareceu já nessa idade e eu sabia que meu destino seria contribuir com
as fábricas de pinturas de cabelo, até porque isso eu nunca admiti e nem achei
bonito. Cabelo branco pra mim, só se for pra depois dos 80 e ainda estou longe
disso.
E chegando bem
perto do final do ano, eu que nunca prometi fazer nada diferente porque sempre
conto com o vento próprio do destino, resolvi neste fim de ano prometer alguma
coisa pro ano que vem. Algo que não fosse tão difícil e nem sacrificado demais
como fazer exercícios e dar uma boa caminhada. Até que preciso caminhar e por
ordem médica, mas sou preguiçosa e não saio do lugar. Todo dia digo que vou e
nunca vou. Mas este ano de 2013 as coisas vão mudar e vai começar por aí;
Caminharei, vou dar pedaladas e sem
conversa fiada. Já fiz até minha tabela de horários. Acho que ra isso que
faltava, pra começar.
Engordar eu não consigo, então já desisti.
Emagrecer também. Já cansei disso. Nunca chego aos 50 quilos e por conta disso
nem posso doar sangue e não posso pensar em ficar gorda porque tenho colesterol
elevado, então fico onde estou com meus 48 quilos. Ta bom demais pro meu
tamanho. E falando em tamanho, sou quase da altura da Lady Gaga, só que ela é
mais altinha, eu só chego a 1 e meio. Pequena grande mulher eu sou e pensando
grande, pensei em mim e porque não?
Sou desleixada
aos olhos dos desavisados, porque não me pinto, não faço unhas, não depilo
pernas. As pernas eu não depilo porque não tem pelos. Queimei as pernas quando
era criança em um incêndio em casa que eu e minha irmã provocamos, brincando
com um “durmabem”. O sofá lambeu de madrugada e fui acordada com um balde dágua
na minha cara e o plástico do sofá derreteu e ficou grudado nas minhas pernas e
só saiu depois de alguns dias, passando bastante pomadas. Então me depilei para
sempre.
Minhas rugas,
claro, apareceram. Muita praia, muito sol, muitas lágrimas e muito sofrimento,
fizeram isso, mas a gente pode dar um jeito. Nada que uma botox não dê jeito.
Mas isso é um caso a pensar ainda.
Não to preocupada
com rugas porque não sou de fingir que sou jovem. Visto-me como uma pessoa
normal pra idade e meus pensamentos é que são desencontrados porque não consigo
sair da infância mesmo com tanto tempo passado. Adoro ouvir piadas e rir
bastante e ainda gosto de ficar perto dos mais jovens e é isso. Meus filhos
vivem dizendo que eu sou é meiomaluca. Mas não sou não. Só não cresço
psicologicamente.
E essa é a minha promessa para o ano de 2013.
Me modificar, me valorizar mais, fazendo um bom investimento em mim mesmo, por
fora e por dentro para que quando alguém me avistar explane: Nossa, como você
ta bonita!
Mesmo que somente minha alma esteja renovada,
já valeu.
E que todos tenham
bons planos para 2013.

26 de dez. de 2012
19 de dez. de 2012
Saudades ( Clarice Lispector)
Hoje, neste momento estou a sentir saudades. E são muitas coisas de que sinto saudades e é sempre quando o natal vem se aproximando. Fico triste e nostálgica e para expressar exatamente o que sinto agora, Clarice Lispector escreveu há anos atrás do jeito que descreve exatamente o que sinto e assim deixo que voces apreciem a grande obra de Clarice e entenda o que sinto.
Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!
Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!
Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!
Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.
Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...
Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!
Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!
Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,
Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.
Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.
Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.
E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.
Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...
Saudades
Clarice Lispector
Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!
Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!
Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!
Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.
Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...
Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!
Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!
Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,
Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.
Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.
Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.
E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.
Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...
16 de dez. de 2012
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Coisas que você precisa saber
7 de nov. de 2012
Um dia de Cão
Primeiramente vou desejar a todos vocês que tenham um lindo
dia e que vocês jamais passem o que eu passei ontem. No fim de tudo deu até
vontade de rir, ma o problema foi sério.
Tudo começou
quando eu me levantei na sexta-feira para mais um dia de batalha e ainda por
cima era feriado de finados. Quase que nem consegui me levantar porque o meu
braço direito doía tanto que não deixava apoiar-me direito para sair da cama. Igual
uma bola, tive de sair da cama rolando pro lado de fora. Então procurei rapidamente
a caixa de remédios que já tenho para qualquer problema (não façam isso! Não
tomem remédio por conta própria) e procurei por um antiinflamatório que é
porreta pra qualquer "ite" que se tenha e eu achei que era tendinite,
porque a dor começava no alto dos meus ombros e chegava até os dedos das mãos
que ficaram dormentes e inchados. Eu nem conseguia fechar a mão. Graças a Deus
que o outro lado não estava com defeito.
E como eu disse,
não tomem remédio por conta própria porque pode não dar certo para o que você
tem e porque também pode te matar. No meu caso além de não dar certo ainda me
deu uma bruta dor no estômago que me doía tudo.
Resolvi então,
depois da burrice de tomar qualquer coisa, procurar um médico para solucionar
meu problema. Aí começou a saga.
Cheguei ao
hospital na Asa Sul que era conveniado pelo plano que eu tenho, mas não é mais.
Depois de pegar a senha 217 e ficar esperando para fazer a ficha por mais de
uma hora, o casal de senha 216 foi chamado pelo lindo painel eletrônico e eu
fiquei toda boba porque enfim chegaria minha vez, O painel apagou. Simplesmente
apagou, do nada. Meu filho deu a maior gargalhada e eu dei um tapa no braço
dele e mandei parar de deboche. Quando o casal saiu da fila, como o painel não
funcionava mais, o rapaz deu um grito bem alto: 217!!! Fui até ele e ele foi logo
medindo minha pressão e perguntando qual era meu problema e etc.,, , quando eu
falei do meu plano, ele tirou o trem da pressão do meu braço, pediu desculpas e
falou que ali não aceitavam mais o meu plano. O hospital também tinha mudado de
nome. Levantei-me da cadeira sem nem saber qual era a minha pressão e quando
abri a porta o painel acendeu e apareceu nele 218. Meu filho deu outra
gargalhada e eu morrendo de dor e de raiva fiz igual o Zé buscapé, resmunguei
alguma coisa que nem eu mesmo entendi.
Como eu estava
com umas merrecas na carteira peguei o buzão e adiantei mais 6 longas quadras e
fui para o Santa Lúcia porque lá eu tinha certeza que atenderia porque eu já tinha
ido lá algumas vezes e era certo. Peguei uma nova senha, mas pra desencargo de
consciência eu perguntei ainda na fila para o meu desespero porque a mocinha
simpática da recepção disse “não atendemos mais seu plano, me desculpe”. Meu
filho ia rir, mas entendeu. Dei meia volta no quarteirão já que eu estava no
setor de hospitais e entrei no Santa Luzia que também atendia meu plano,
atendia porque antes de pegar a senha eu fui logo perguntando e outra simpática
me disse o que eu temia. Não atendemos mais seu plano, mas o Hospital Planalto
atende. E onde fica. Na 914.
Para quem conhece
a Asa Sul e conhece o tamanho das quadras e está na 716 sabe o que é isso. Não
dá pra pegar ônibus pra lá na 914 e andar é torturante.
Meu filho
resmungou e eu falei. Acelera porque estou com dor e é só por isso que vou
fazer este sacrifício. Marchamos no sol quente, passamos por um pombo morto que
estava caído na grama, atravessamos um monte de tesouras e chegamos lá,
cansados, suados e Deus sabe lá mais o que.
Peguei a senha
para fazer a triagem e depois fazer a ficha e depois passar pelo médico. Estava
na senha 37 e eu peguei a 38. Quase chorei de emoção As coisas estava
melhorando. Nem mal sentei na cadeira para aguardar a chamada, a moça simpática
da recepção chamou e 38 e lá fui eu toda boba.
Ela perguntou a especialidade que eu queria me consultar e eu disse a
ela que pela dor que eu sentia e pelo local que era deveria ser ortopedista e
ela disse com um lindo sorriso no rosto "hoje não temos ortopedista".
Então eu sorri e falei pra ela que o clínico geral me bastaria, pelo menos eu
não perderia a viajem. Negativo o senhor doutor clinico geral não atende casos
que sejam de ortopedia. Argumentei com ela que ele poderia pelo menos me passar
uma medicação para dor até eu achar um ortopedista. Ela levantou e foi lá falar
com o tal doutor que nem veio me ver e mandou dizer que nada feito. Ele
simplesmente não iria me atender.
Deu-me vontade
de xingar todo mundo, chorar, quebrar balcão, mas eu sou educada e o que fiz
foi caminhar de volta pra casa de onde eu nem deveria ter saído, porque foi uma
tarde toda inútil e o braço sem parar de doer.
Na volta meu
filho não ria mais. Tava com calor, tava com sede, tava cansado, tava
indignado, tava danado da vida.
Chegamos no ponto
do ônibus na W3 sul e sem poder escolher muito tive de pegar o buzão para casa
e viajar em pé, porque quando ele chega ali, não tem mais lugar pra sentar e
fui me equilibrando da melhor maneira possível até chegar perto de casa, porque
chegou no Park Way a uns 4
quilômetros de casa o ônibus pifou. Aí meu filho falou,
caramba mãe tu é muito pé frio! E na mesma hora o telefone me lembrou que tava
na hora de tomar remédio. E eu dei um tapão naquele alarme nojento, saí do
ônibus junto com o povão e ficamos aguardando o próximo que aparecesse e
lógico, se desse pra gente entrar, porque já ia passar ali abarrotado de gente.
Achei melhor
ligar pro meu marido para que ele nos pegasse ali porque era perto de casa e
quando eu ia ligar, o maluco do cobrador chamou todo mundo de volta porque o
motorista conseguiu fazer o ônibus pegar e foi aquele alvoroço. Quem tava
sentado dessa vez foi em pé e vice-versa. Eu, papei mosca e continuei em pé. Cheguei em casa já
à noite, com a mesma dor que eu tinha saído e a certeza de que não valeu a
pena.
E esse foi meu
dia de cão. O Sus pode ser ruim, mas esses planos pagos deixam a desejar e muito.
Tenham uma excelente tarde.
24 de out. de 2012
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