Eu sei que muita gente já passou por alguma situação de ânsia, curiosidade ou até mesmo ansiedade. É isso! A palavra certa é ansiedade.
Sabe quando você tá doida pra saber se passou na prova, ou se o namorado vai ligar e você fica olhando pro telefone com aquela cara de cachorro quando cai da mudança? É ansiedade mesmo. Não dá outra.
A tal da ansiedade é que mata a gente aos pouquinhos. Bem lentamente.
Você finge que não tá nem aí, mas tá. Finge que presta atenção na televisão, mas não presta nada. Se te perguntarem, você nem sabe o que está passando.
Pois é, estou me sentindo assim em relação ao resultado dessa biópsia.
Não sou hipocondríaca, não. Sou é azarada mesmo. Aliás, nunca vi uma pessoa sozinha ter tanto problema de saúde igual a mim.
Caraca! Tudo é comigo.
O tempo muda e quem fica rouca?
A chuva cai e quem fica resfriada? Caroço pra tirar do corpo já tirei um monte. Os tais dos nódulos. Isso é corriqueiro.
Minhas irmãs até que se preocupam, mas já sabem que é só mais uma das tantas que já
aconteceu comigo.
Já engessei pernas e braços um montão de vezes e sem ter quebrado nenhum deles. Aliás, meus ossos simplesmente não ficam em sintonia com o resto do meu corpo.
Já tive tendinite, epicondilite, tenho artrite, todo tipo de “ites”, hérnia de disco, cisto no pulso, mas tem coisas que já até deixei pra lá. Agora mesmo estou com os pulsos inflamados por uma tendinite de quervain e o que me importa se o que eu tive na semana passada foi mais preocupante?
Nem vou fazer fisioterapia que o ortopedista pediu. Suspendi tudo, até os antiinflamatórios, por causa desta bendita novidade que apareceu na minha mama esquerda.
Tenho procurado fazer todos os exames de prevenção que existem no mercado e check-up todos os anos, mas parece que as doenças não dão muita bola prá tudo que faço.
Elas simplesmente chegam e vão tomando de conta e não querem nem saber.
Em agosto do ano passado, fiz minha mamografia anual e não deu nada e a doutora ainda me mandou voltar daqui a um ano, que seria em agosto de 2010.
Nem deu tempo. Em maio já tava esbodegada de novo. À toa. Sem aviso. Por nada.
Nada mesmo.
Tem vezes que acho que minha irmã Leila é que tá certa. Nem esquenta a moringa. Corre na hora que o calo aperta e o resto do ano curte a vida tomando uma cervejinha. Eu só faço é tomar remédio o ano todo pra tudo é quanto é coisa.
Pra ter uma idéia de como é a coisa, uma vez eu estava lavando a louça calmamente, cantando e conversando com meus pratos, quando minha perna começou a doer.
E eu a aliviei e suspendi um pouco e forçava a outra pra desencantar.
Fui fazendo esses movimentos que não adiantaram de nada e quando vi, tive de parar minha diversão e deixar a louça ensaboada e me sentei um pouquinho no sofá e deixei as pernas pro alto em cima de uma almofada prá ver se a dona perna parava de doer. Rapaz... Quando eu olhei pros meus dedinhos dos pés estavam tão gordos e tão inchados que eu assustei. Eu pensei: _Ué, que isso?
O engraçado é que quando cheguei ao ortopedista, ele era muito brincalhão e perguntou se eu tinha pulado de algum lugar alto e caído de mau jeito ou se eu jogava basquete ou vôlei e tinha dado pulos com pisadas fortes no chão. Eu achei que ele tava de sacanagem com a minha cara.
Dona de casa não pula de lugar alto, a menos que vá cometer suicídio, muito menos tem tempo pra jogar vôlei e basquete então hein... com a minha altura, ah.. vá.
Tive de engessar a perna todinha até a coxa e ainda sai de cadeira de rodas do hospital porque o gesso tava úmido e pesava toneladas.
Meus filhos ainda eram pequenininhos e o problema foi maior quando chega em casa, o marido tem que se virar pra ver janta, banho nas crianças, etc.etc...
Bem, essa foi só uma das vezes que me aconteceu coisas assim que parecem que vem do além.
A zuação da hora agora é a biópsia que eu fiz dia 16, não que eu não tenha já feito outras, pois já é a quarta. Mas as outras eram do cotidiano. Tinha que ser feita porque é de praxe tirar nódulos e verificar se são benignos, e a grande maioria é mesmo.
Aquelas eu nem me incomodei em querer ver resultado porque eu tinha uma certeza dentro de mim de que não era nada demais.
A mesma certeza eu não estou conseguindo ter agora porque eu não estava doente, não tinha sido operada e não esperava por mais nada de doença nas mamas porque já as operei em 2003 e estou fazendo acompanhamento anual e sempre está tudo bem.
Sou consciente que existem vários doenças nas mamas que simulam um câncer e que todos nós estamos sujeitos a passar por isso.
Sei também que tenho que ser otimista e também saber esperar.
Mas estou ansiosa e não posso fazer nada pra mudar esse quadro triste de minha existência.
Sei também que preciso pensar no caso de ter uma notícia ruim. Tenho que me preparar para o que vier e aceitar numa boa seja lá o que for.
Parece que não, mas os dias estão mais longos, ainda mais que o inverno chegou. Ou serão as noites que estão mais longas? Sei lá, mas parece que o tempo parou e o dia não passa, o relógio não anda, o sol não se esconde, a lua não se mexe.
Gente desculpe a franqueza com que falo com vocês, mas eu precisava desabafar e aqui ainda é o melhor lugar para isso.
Tomara que vocês deixem comentários desta vez, porque estou precisando, podem ter certeza.

Mas mudando o rumo da prosa, vocês viram o que o técnico da França fez com nosso colega Parreiras?
Agradeço a você que chegou até aqui e desejo de coração que você tenha uma semana pra lá de abençoada e vê se não esquece hein, sexta-feira tem Brasil e Portugal e não sei não, mas Portugal ta jogando um bolão.

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