Eu Me Vi Tão Só 
Roberto Carlos

Eu me vi tão só
Enfrentando momentos difíceis de solidão
Sem ninguém pra me ouvir, e vivi tão só
Das lembranças contidas no meu coração
Sem saber pra onde ir e assim eu chorei
Pois tudo que eu te dei você não entendeu
Continuo só mesmo sem querer
Continuo só tentando te esquecer, te esquecer

 Eu me vi tão só
 E tentei esconder minha solidão
Mas eu não consegui e vivi tão só
Procurando no tempo uma solução
Pra esquecer de você vou tentar outra vez
A paz de um novo amor que eu preciso ter

Continuo só mesmo sem querer
Continuo só tentando te esquecer, te esquecer
Continuo só mesmo sem querer
Continuo só tentando te esquecer, te esquecer
Continuo só mesmo sem querer
Continuo só tentando te esquecer, te esquecer
Um dia desses, eu escutei uma canção sobre tudo o que já senti, sinto e sobre todas as coisas que eu queria que alguém também sentisse...
Ou, pelo menos entendesse.
Vocês devem estar se perguntando agora. “Mas o que?”
 – Bom, tente entender o meu ponto de vista.
 Eu te darei um exemplo:
 Você nunca se sentiu ignorado por alguém? Alguém a quem você gostava muito?
Nunca sentiu que tudo na sua vida não dava certo?
Você nunca chorou por alguém que achava ser impossível lhe amar?
E quando esse alguém lhe dava motivos para acreditar que poderia ser possível, você não sorria por dentro? Não ficava inseguro, trêmulo, nervoso?
O que se passava pela sua mente?
É tudo tão confuso, né?
Imagine esse drama, esse desespero, essa obsessão tomando conta de você a cada dia que passava e você não querer parar de sofrer, pois lá no fundo você se sente bem.
E depois de muito sofrer e chorar a toa, você amadurece e reflete sobre a sua vida.
É sufocante, estressante, mas no fim você se sente como se tudo tivesse valido a pena,
Vale, porque você aprende a ser forte, a suportar a dor e tudo depois vira um grande ensinamento.
Uma grande lição na nossa vida. E não se repete mais, porque não permitimos mais que nos aborreçam.
E então você para pra pensar e chega à conclusão:  Valeu a pena.
Pode parecer loucura, mas você dorme pensando na pessoa, come pensando nela, tudo a lembra. E por mais que você tente, não consegue tirá-la do pensamento... Mas você já parou pra pensar que, talvez, não seja pra ela sair mesmo?
Para mim serviu de ensinamento e amadurecimento e para você?
E foi uma canção que eu ouvi em um dos CDS velhos que tenho que me veio tudo isso a tona e me fez viajar no tempo, bem longe, quando eu ainda tinha esses tipos de sentimentos de gostar e odiar e mesmo assim ainda depois disso de ainda me sentir bem.
 Bem, a verdade é que hoje já não sinto o que a canção descreve, mas foi por que o outro lado me perdeu, por não me dar a atenção e amor que eu merecia, pois sinceramente, devemos esperar, mas jamais suplicar que nos tenham amor. É isso aí.
E é esta a canção do qual estou falando.

Fera Ferida (Roberto Carlos)
Acabei com tudo
Escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos
Rasgados na minha saída...

Mas saí ferido
Sufocando meu gemido
Fui o alvo perfeito
Muitas vezes No peito atingido...

Animal arisco
Domesticado esquece o risco
 Me deixei enganar
E até me levar por você...

Eu sei! Quanta tristeza eu tive
Mas mesmo assim se vive
Morrendo aos poucos por amor

Eu sei!
O coração perdoa
Mas não esquece à toa
E eu não me esqueci...

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou Fera Ferida
No corpo, na alma
E no coração...

Eu andei demais
Não olhei pra trás
Era solto em meus passos
Bicho livre, sem rumo Sem laços!...

Me senti sozinho
Tropeçando em meu caminho
À procura de abrigo
Uma ajuda, um lugar Um amigo...

Animal ferido
Por instinto decidido
Os meus rastros desfiz
Tentativa infeliz De esquecer...

Eu sei!
Que flores existiram
Mas que não resistiram
A vendavais constantes

Eu sei!
Que as cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci...

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou Fera Ferida
No corpo, na alma
 E no coração...

Sou Fera Ferida
No corpo, na alma

E no coração...

e, se quiser escutar, cola este link abaixo no seu navegador.

Fonte:   http://letras.mus.br/roberto-carlos/48603/

Barrinha MaynaBaby






Assim que João acordou,
Olhou pro lado não viu Maria
Os olhos dele se encherem de lágrimas
Olhou para a foto e foram só lástimas
Pegou um cigarro e acendeu
Telefone tocou, ele atendeu.
Não era quem ele queria
Queria ouvir a voz de Maria
Pegou sua foto e a beijou.
Nem lembra quanto tempo assim ficou
 Deu um gole na cachaça
Em vez de copo, usou uma taça.
 Aquela que Maria guardava,
Enquanto um dia especial não chegava.
 Depois de muito chorar,
João se vestiu e foi trabalhar
 Na rua um homem transtornado,
em seu peito um coração maltratado.
Cada moça que na rua ele via ,
lembravam do rosto de Maria
Seu coração disparava
E mais uma lágrima rolava.
 Lembrava dos planos que tinham
E tudo o que fariam
Mas Maria não mais voltaria.
Em casa ele jamais a encontraria.
Depois de um tempo na enfermaria,
O coração de Maria parou.
Os médicos até que tentaram, mas de nada adiantou.
Veio um médico e sua morte anunciou.
João quis morrer também!
Mas Deus não faz gosto a ninguém.
Teve de ser forte como soldado na guerra,
para deixar Maria debaixo da terra.
 Saiu dali sem saber
 O que da vida fazer
E enquanto a vida passa
João por ela ainda se arrasta.


 De Leliane Alencar 10/2011







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Barrinha MaynaBaby
Barrinha MaynaBaby




Somente Deus conhece o coração de quem sofre.
A dor imensa que atinge o coração de uma mãe que perde um filho.
Não existem lágrimas que lhe bastem.
O tempo ao passar também não ameniza esta dor.
Ela é imensa, intensa e eterna.
Ninguém sabe, mas, dentro do peito de uma mãe, seu coração sangra tamanha é essa dor.
Ao sentir um abraço repare, ela somente chora.
Seus olhos perdem o brilho, a cor, a alegria.
E é uma alegria que não voltará jamais.
Passem os anos que forem necessários, a alegria não volta.
E quanto mais tempo passa a dor será cada vez mais intensa a ponto de, em algum momento algumas mães não mais conseguirem suportá-la.
A mãe se vai quando o filho se vai.
Ali, naquele momento em que ela vê seu filho sem vida, a sua também lhe é tirada.
Os outros dias e anos que s seguem são apenas porque Deus o permite e nenhuma mãe, nem mesmo ninguém, consegue a isso modificar.
O tempo aliado a muitos outros para aliviar muitos problemas, não existe como remédio para aliviar a dor de uma mãe que perde um filho, principalmente e principalmente, se tragicamente.
E não precisa que a perda seja tragicamente, de repente, porque o efeito que é provocado em seu coração é o mesmo.
É a maior dor do Mundo. É fato.
Há umas que instantaneamente se perdem em meio a uma loucura obsessiva e cheia de pânico que logo é transformada em doença mental e vira loucura.
   São mães mais sensíveis que criam uma realidade falsa, irreal e conversa com o filho que se foi constantemente e para sempre. Nenhum médico cura essa mulher e se notarem ela nem é mais tão triste assim. porque a loucura de certa forma o aliviou.
E outras que abaladas no momento do choque da notícia, enlouquecem subitamente.
Outras, talvez por serem mais fortes ou tendo outras missões a cumprir nesta vida, sobrevivem.
Falam pouco, dormem pouco, pouco come e chora, choram muito.
Dali em diante aos olhos dos outros o que parece é que ela está bem e conseguir superar.
Não é isso ela continua apenas vivendo,
Mas ninguém, que tem um coração arrancado ou estraçalhado por tamanha dor, consegue viver novamente e bem.
Elas apenas conseguiram sobreviver, porque Deus fez a elas um curativo em seu coração e ele vive todo remendado, embora elas não consigam ver, mas é por isso que ela continua a jornada e caminha pela vida que se segue.
Reparem nessas mulheres, os olhares perdidos, saudosos, desorientados, tristes.
É o olhar mais triste que o Mundo consegue ver.
Abrir uma porta, abrir uma geladeira, senta em um sofá mesmo aconchegante, tudo é muito difícil para quem sofreu uma perda.
São necessárias as maiores forças que os anjos protetores puderem lhe enviar. È uma emergência que paira no ar.
São Eles que as guiarão dali em diante para preservar-lhe a vida até que Deus as leve e enfim termine, enfim com todo este sofrimento.
Mas, enquanto lhe há vida e há de viver mesmo estando morta, sua vida será um vazio jamais preenchido, os dias sem graça e todos os outros serão iguaizinhos, porque a graça de viver lhe foi tirada quando se filho se foi.
A graça que ela tinha estava no filho que ela perdeu e que com ele também morreu.
Oremos, portanto para que todas tenham a força que vem dos anjos que são convocados para que consigam amenizar esta dor latente.
Oremos para que consigam caminhar novamente mesmo que não como antes, mas que consigam...
A perda de quem gostamos, superar é difícil, mas a perda de um filho infelizmente é totalmente impossível.
Deus as conforte e segure firme na mão de cada uma dessas mães desconsoladas

Leliane Alencar em 28/01/13
 
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