plants e zumbis



      Esse é um dos meus jogos preferidos e por conta dele não faço quase mais nada no blog, em casa, etc… Bem que eu tento, mas ele é viciante demais. Mas a vida tá passando e como eu já adiantei bastante as fases novamente, sim porque eu já zerei as fases e estou jogando tudo de novo, resolvi dar uma pausa e voltar a vida normal. Dizem que não tenho muito juízo na cabeça e já estou concordando com isso porque faço coisas que uma senhora na minha idade não faz.
     Já me falaram que tá na hora de procurar um crochet para passar o tempo em vez de ficar jogando video game.
     Bem, vocês devem ter imaginado o que eu respondi e como o meu blog é aberto nem posso me dar ao luxo de digitar a resposta que foi dada gentilmente a pessoinha que me deu esse conselho.
     Talvez quando eu estiver lá próximo dos meus noventa anos ( que eu não acredito que chegue a tanto) , talvez eu pense em fazer uma coisa assim mais light tipo brincar de video games no computador se eu ainda enxergar e puder me mexer. Acho que vou conseguir porque eu sou do tipo que arruma a casa dançando e cantando e converso com os pratos e talheres enquanto lavo a louça. Não paro um instante e geralmente se paro todos vem ao meu socorro porque sabem que estou passando mal.
     Bem gente eu estive fora do ar, não foi por causa de jogo nenhum não, porque eu sempre joguei e meu blog tava sempre atualizado, mas é que aconteceram boa novas por aqui e eu tive de correr atrás de algumas coisas pessoais. Mas é coisa boa para se resolver. Tive de pegar uns ônibus, fiz alguns dos exames periódicos que toda mulher faz e é isso.
     Agora que minha vida voltou ao normal resolvi dar uma passadinha por aqui para dar uma satisfação a vocês que me seguem, me acompanham, gostam de novidades e pra não dizer que só voltei pra ficar de papo furado, vou contar para vocês uma historinha que aconteceu comigo quando eu ainda era aborrecente e que deve deixar vocês de cabelos arrepiados. E uma história verdadeira e esquisita. Se você tem nervos fracos, não leia.
     Era noite de uma sexta qualquer e o ano eu lembro bem era 1979 e eu trabalhava em Madureira e quase sempre passava pela casa da minha irmã para ver meu sobrinho que tinha acabado de nascer e seria meu afilhado. Além de tia coruja eu era uma madrinha dedicada, aliás sou até hoje porque o rapazinho hoje tá lindo com seus 33 aninhos e me chama de dinda o que me deixa toda toda.
     Bem, antes de passar na minha irmã fui direto para casa , tomei um banho e avisei a minha mãe que eu eu ia pra casa dela ver meu afilhado e levar umas coisinhas que eu sempre comprava para ele. Minha mãe me recomendou que eu não voltasse tarde e eu respondi que ficasse fria porque antes das sete eu voltaria, porque ainda não teria escurecido.
     Cheguei lá e em meio aos paparicos feitos ao meu lindo, conversei bastante e o tempo passou que passou. Eu nem vi e já eram quase 10 horas da noite. Falei “caramba!!! Falei pra minha mãe que 7 horas eu tava de volta, ela deve estar preocupada” Vou embora.
     Minha irmã falou: “tá maluca? Uma hora dessa com essas ruas tudo vazias e a bandidagem solta lá fora. Não senhora, vai dormir aqui.!” Falei que não podia fazer isso senão minha mãe ia ficar nervosa. E minha irmã disse que nada ela sabe que você está aqui e nem vai ligar. Você é meio peidada mesmo. Ela já sabe que tu não vai mais voltar, ainda mais uma hora dessas.
     Depois de muito fica, não posso, dorme, não posso, resolvi ir e com o tempo perdido entre esses vai, não vai, já eram quase 11 horas da noite. Eu tive um pouco de medo e pedi pro meu cunhado me levar até o portão e ficar me olhando até eu sumir e a rua que ele morava tinha uma curva bem no final onde dali ele já não me via. Eu olhei pra trás e não via mais ele e nem a casa. Fiquei com medo mas eu só tinha que atravessar a rua onde os carros passavam e entrar por uma vila que cortava caminho pra rua que eu entraria e sairia próximo da rua onde era minha casa.
    Enquanto eu aguardava os carros que iam e vinham e eram poucos, me detive e fiquei em dúvidas de seguir ou não adiante porque haviam dois rapazes que pareciam ser gêmeos na entrada da vila que eu teria de entrar.
Eles não estavam conversando. Ficavam parados iguais dois sentinelas, como se fossem seguranças da vila e quando enfim achei uma brecha pra atravessar eles começaram a andar na minha direção.
     Voltei do meio da rua que eu atravessava e fingi voltar pra rua do meu cunhado. Eles voltaram e ficaram lá no mesmo lugar e do mesmo jeito. Gelei. Sei lá quem eram. Eu não conhecia. Só sabia que eram gêmeos e lembro bem da camisas dos dois que tinha gola alta e fechado no pescoço igual gola de padre e eram brancas. Os dois estavam de calça social cor escura e não pareciam ser do mau.Mas fiquei hesitante.
     Mais uma vez orei, fiz o sinal da cruz e fingi que ia atravessar, mas desta vez olhando bem pros dois que imediatamente saíram das suas posições e vieram novamente em minha direção.
     Como notei que os passos deles eram um pouco mais apressados, dei meia volta e corri o mais que pude pra casa do meu cunhado e correndo olhei pra trás e eles estavam vindo atrás de mim. O portão já estava fechado e gritei tanto, tanto que meu cunhado veio que nem uma bala abrir o portão e eu entrei quase atropelando ele e ele perguntando que que foi e eu falei: “fecha o portão senão eles vão querer entrar"!” Isso as berros e apavorada e meu cunhado disse que não tinha ninguém e simplesmente eles haviam sumido sem mesmo dar tempo do meu cunhado ver alguém. Eu fiquei cismada, porque eles estavam bem juntos a mim, quase agarraram meus cabelos e teriam que estar sumindo lá na curva se tivessem voltado, mas eles simplesmente desapareceram.
    Fiquei sem entender e meu cunhado dizendo que foi impressão minha que não tinha ninguém e minha irmã ainda falou que foi bem feito porque ela pediu pra mim dormir lá. E como meu medo era maior do que minha preocupação no momento resolvi ficar por ali mesmo, sossegar meu facho  e dormir e quando fosse bem cedo eu voltaria pra casa, com o dia claro, gente na rua e pediria desculpas a minha mãe.
     Acordei por volta das sete da manhã e pra não acordar ninguém deixei um bilhete pra minha irmã e abri a porta, peguei minha bolsa , tranquei a porta novamente e joguei a chave lá dentro como eu havia colocado no bilhete.
     E de novo me deparei com a entrada da vila, mas desta vez, estava livre e um monte de gente na rua, nos pontos de ônibus e o comércio já aberto e eu fui toda serelepe para casa. Atravessei a vila e quando cheguei na rua que dá acesso a rua que eu moro, vi uma multidão bem próximo da entrada da minha rua e tinha até um carro da polícia parado lá na muvuca.
     Como eu tinha que passar por ali, porque era meu caminho, dei de cara com uma conhecida minha de nome Márcia morta no chão cheia de tiros.
     Fiquei nervosa, gelada, arrepiada e quando cheguei em casa  a minha mãe já sabia do ocorrido lá na rua e foi logo falando; “ graças a Deus que você dormiu na tua irmã, senão poderia ter sido você!”  E conversei sobre aqueles homens que eu havia visto na noite anterior e ela se arrepiou e falou: que ou eram anjos protetores para que dali você não passasse, ou não sei quem eram. Bandidos não pareciam ser, mas bandido hoje tem de todo jeito mas naquela época ainda não. Meu tio me disse  tempos depois que eram Cosme e Damião dos quais sou devota desde qeu me entendo por gente. Depois analisando tinha uma coincidência já que eram gêmeos e eu nunca mais até hoje via aqueles dois em lugar nenhum na minha vida.
     Foi isso. De outra vez conto outras historias que já aconteceram comigo pra vocês ficaram refletindo um pouco. Fiquem em paz. Bastantes luz pra vocês todos e  que tenham todos um bom final  de semana.
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