Estava animada naquela manhã. Tudo parecia que ia dar certo naquele dia tão bonito de sol depois de tantos dias de chuva e eu esta realmente animada. Acordei cedo e mentalmente fiz minha lista de afazeres mais urgentes pra não deixar escapar nada. Sai do meu quarto e fui até a cozinha e tomei um café com meu leite desnatado e uma fatia de pão integral com margarina e me levantei pra guardar minha caneca e começar o dia. Subi novamente as escadas para ir até o banheiro pegar o cesto de roupas para colocar na máquina e foi então que tive uma cólica intensa que me arrepiou o corpo e me fez suar bastante. Naquele momento pensei em gritar por socorro, mas a dor era tão forte que eu levei minha mão no abdome e gelei. Não conseguia falar, mas dali onde eu estava dava pra ver meu filho no computador e eu acenei pra ele que não entendeu a princípio. Desci as escadas e lembro que gritei pra ele: Vem cá! A besteira que eu fiz realmente foi descer as escadas, porque ali poderia ter acontecido coisas terríveis e piores. Cheguei até a sala já bem trêmula, respiração ofegante e o coração aceleradíssimo. Fui direto ao telefone e só pensei em uma coisa: pedir socorro. ... Abri meus olhos e estava no chão e meu filho apoiando minha cabeça em seu colo e gritando por mim. Olhei para ele e vi o segurança do condomínio na porta falando com alguém no celular. Meu filho tentava me acalmar porque eu queria levantar pra entender o que estava acontecendo. O segurança dizia. Fique sossegado. O socorro já tá vindo. Eu havia desmaiado e estava voltando a si. Sentia uma dor horrível na cabeça e quando passei a mão levei um susto com a altura do caroço que ficou. Minha cabeça bateu com força no chão. Lembrei-me da cólica, mas ela não existia mais. Só senti náuseas e meu filho me ajudou a ir até o banheiro pra eu poder vomitar. Mas eu não fazia isso. Só náuseas fortes e cada vez que eu sentia náuseas e meus ossos do peito doíam terrivelmente. O socorro não veio. Disse que não havia mais razão para vir já que eu já havia recobrado os sentidos. Meu marido estava viajando e de lá soube de tudo e pediu a um amigo nosso daqui que fosse lá em casa e me levasse em um hospital. Vinte minutos depois ele estava aqui ora me socorrer e meus filhos me acompanharam. A médica que nem me examinou e só fez perguntas sobre o que aconteceu me disse que eu tirasse um raios-X do tórax e voltasse nela pra mostrar o que deu. Depois de pronto falou que não tinha nada e estava tudo bem. Receitaram-me duas injeções, uma para dores e outra para dores musculares. Disse-me que eu devia ter desmaiado por causa do tamanho da dor que senti, dã... Isso eu já desconfiava. Comprei o remédio e voltei para casa na carona do grande amigo prestativo. Meu marido arrumou as malas e voltou para casa assim que soube de tudo. Passaram-se seis dias, o remédio da doutora acabou porque só dava pra cinco dias e a dor ainda era a mesma. Fui atendida por outro médico que ao olhar o raios-X identificou de cara duas costelas fraturadas e uma lesão próximo ao pulmão. Solicitou uma tomografia computadorizada que vou fazer somente amanhã porque o tomógrafo pifou. Ele passou o mesmo remédio que a doutora receitou, mas também pediu coleta de sangue com vários exames além do hemograma e mais coleta de urina. Todos os exames estavam com os valores acima dos normais e eu ainda não consegui mostrar pro médico porque ainda não consegui fazer todos os procedimentos que ele solicitou. Resumindo. Tô dolorida. Não sei o que me levou ao desmaio. Não sei se são só duas costelas fraturadas sem lesão em algum outro local e enquanto isso durmo de banda, quase sentada porque mal consigo respirar direito. Amanhã vou fazer a tomografia, mas só daqui a três dias saberei o resultado e somente depois disso é que passarei novamente por um médico para mostrar todos os exames e ver se ele chega a uma conclusão. Lembrei-me da Band que sempre fala. Em vinte minutos tudo pode mudar. E aquele dia que tinha tudo pra ser bom, virou um pesadelo que vai me fazer sentir dor por pelo menos seis semanas, que é o prazo das costelas colarem e pararem de doer. Isso se tudo der certo e não tiver nenhum agravante no meio dessa novela. Por isso queridos amigos do blog, estou aqui mais uma vez me desculpando pela ausência e pela falta de notícias, mas está dando pra eu fazer uma coisa e outra enquanto estou de pé ou sentada mesmo que seja por pouco tempo. O repouso tem que acontecer, senão não dá certo o tratamento para a cura e no mais tá tudo bem. Depois de segunda=feira devo ter mais novidades sobre minha saúde e mesmo que não te interesse eu vou te contar, porque você é um seguidor do meu blog e é pra você que estou escrevendo. Tenha um bom começo de semana e um bom feriado porque lá vem mais um no dia primeiro de maio. Ô Benção.

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