Brancos e Negros
(Pedro Bandeira)


Os Brancos são muito diferentes dos negros.
Mas depende do branco e depende do negro.
Na minha caixa de lápis de cor
o branco não serve pra nada.
Só o preto é que serve para desenhar.
Por isso, os dois são muito diferentes.
Tem o giz e tem o carvão.
Eles são iguais.
Os dois servem pra desenhar.
Com o giz, a gente desenha na lousa.
                                  Com o carvão, a gente desenha um bigode
na cara do irmão,
para a festa de São João.
Nesse negócio de música,
não tem branco.
Só tem preto,
porque música mora em disco
e todos os discos que eu conheço
são pretos .
Nunca ví um disco branco.
O papel é branco.
Papel preto é chamado carbono
e copia por baixo
tudo o que a gente escreve por cima.
A noite é preta,
mas o dia não é branco.
O dia é azul.
Então o preto da noite é só da noite
Não é igual nem diferente de nada.
O leite é branco e o café é preto.
De café eu não gosto,
Também não gosto de leite,
quando ele está branco.
Prefiro misturar com chocolate.
Aí o leite fica marrom.
Marrom como minha amiga.
Outro dia me disseram que ela é negra,
mas ela é marrom.
Eu estou com raiva dela,
porque ela tirou
uma nota melhor que a minha
na prova do mês.
Mas eu não quero ser diferente dela.
Vou estudar bastante.
Na próxima prova,
eu e ela vamos ficar iguais.




4 comentários:

Paola Massa disse...

Esta poesia foi muito útil para mim, estava procuradno a horas pelo google algo para colocar na prova das minhas crianças...
Força sempre!
Paola Massa
artinmao.blogspot.com.br

Leliane Alencar disse...

Que bom que você gostou e aprovou o texto que para mim identifica muito o preconceito que jamais deveria existir. Não falo só de preconceitos raciais mas todos que vemos por todos os cantos. Sou despreconceituosa de tudo e olha que essa palavra nem existe, mas nao colho preconceitos. Somos iguais em todos os cantos do mundo. Obrigada pela visita.

sabrina gonçalves disse...

gostei do seu poema ,eu tenho 12 anos e fiz um poema sobre A Branca e o Negro :
Um negro solitário
nas ruas sem comer
um homem escapulario
sem coragem de dizer
me ajudem por favor
na rua de salvador

Uma branca aparece
querendo ajudar
o negro agradeçe
um lugar para morar
mas a branca acostumou
o negro em sua casa
e ela descobriu
que apaixonada estava

A branca decidiu
admitir o seu amor
o negro então sorrio
pois amava com paixão

E ao amanhecer
um casal muito bonito
começou a se conheçer
decidiram se casar
e formar uma familia
ele vão sempre se amar
negra branca branca negra


ficou bom ?

Leliane Alencar disse...

Sabrina ficou ótimo. Continue assim. Você é uma grande poetisa.E obrigada por partilhar sua poesia no meu blog. Olha Sabrina, esse poema dos Negros e Brancos não fui eu quem fiz, esse é do Pedro Bandeira. Mas eu tenho as que fiz e se você quiser ler, clica em Marcadores e no nome poesias Leliane e outros. E sempre que quiser apareça e deixe um recadinho. Eu gostei muito da sua visita e principalmente do sua poesia. Beijos.

 
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